2010-11-19

"Tableau de bord"

Na vida, todos nós temos o nosso "tableau de bord", composto por indicadores mais ou menos universais, que importa que observemos de forma a que percebamos qual o grau de cumprimento e propósito que estamos a alcançar. Poderíamos nomear vários: o tempo, perseverança, satisfação, etc.. Contudo, existe um indicador que é paradigmático: os nossos medos.
O medo revela os nossos valores, expõe os nossos gostos, declara as nossas prioridades e demonstra os nossos anseios. Mais do que encobrir ou negar a sua existência, a atenção dada à sua observação será determinante para conhecermos melhor quem somos e o que pretendemos.

2010-10-26

Aborto

Volvidos 3 anos após a despenalização do aborto, as falácias da argumentação favorável a essa despenalização, caem agora por terra:
1) o n.º de abortos não diminui, aumentou 27% nos últimos 3 anos
2) não são as mulheres com muitos filhos as que mais abortam, são as que não têm nenhum, ou apenas um
3) não são as mulheres com menor escolaridade as que mais abortam, são as que têm mais do que a escolaridade obrigatória
4) ... etc.

É tempo de preparar a confrontação com o poder político face à realidade actual e real. Novos "ventos" no cenário político poderão trazer novas oportunidades. Importa defender quem não se pode defender, falar por aqueles que não se podem exprimir, lutar por aqueles que não se podem defender... Enfim, lutar por nós próprios!

2010-10-18

A vaca e a família

Certo mestre sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo quando viu ao longe um lugar de aparência pobre e resolveu fazer uma visita aos moradores.
Durante o percurso até o lugar, o mestre ensinava seu discípulo sobre a importância e oportunidade de aprendizagem com pessoas humildes e pobres.
Quando chegaram confirmaram a enorme pobreza do lugar. Ao aproximarem-se perguntaram ao pai daquela família:
- Neste lugar não há sinais de comércio e trabalho, como o senhor e sua família sobrevivem aqui?
O homem calmamente respondeu:
- Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte deste leite nós vendemos ou trocamos por outros produtos na cidade vizinha e com o restante nós produzimos queijo e coalhada para o nosso consumo, e assim vamos sobrevivendo.
O sábio mestre agradeceu a informação e contemplou o lugar por alguns momentos. Mestre e discípulo despediram-se e foram-se embora.
A meio do caminho, o mestre voltou-se para o seu fiel discípulo e ordenou-lhe:
- Volta aquela quinta, pega na vaca e atira-a do penhasco abaixo.
O jovem arregalou os olhos espantado e abruptamente questionou a atitude de seu mestre, dado que esse era o único meio de sobrevivência que aquela família tinha. Mas como tinha prometido total obediência ao mestre, ele cumpriu a ordem.
Aquela cena ficou marcada na memória do jovem, que sempre pensava no sucedido duvidava das atitudes de seu mestre. Depois de alguns anos decidiu voltar para aquele local para pedir perdão pelo que tinha feito.
Chegando ao local, entrou em desespero ao avistar uma casa bonita, toda murada, com árvores e flores no quintal, um carro na garagem, crianças brincando no jardim. O seu primeiro sentimento foi de tristeza pois de imediato pensou que aquela humilde família tivera que vender a sua quinta para sobreviver.
Chegou ao portão e foi recebido por um caseiro, e perguntou sobre a família que ali morava há quatro anos atrás, e o caseiro então respondeu:
- Continuam a morar aqui.
Espantado, ele entrou na casa e viu a mesma família que visitara com seu mestre. Elogiou o local e perguntou ao pai:
- Como é que o senhor melhorou este lugar e está tão bem na vida?
O homem entusiasmado respondeu:
- Ah! nós tínhamos uma vaquinha que era a nossa fonte de sobrevivência, um dia ela caiu no penhasco e morreu. Depois disso nós tivemos que fazer outras coisas para sobreviver e descobrimos habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim conseguimos o sucesso que pode ser visto agora.

2010-10-13

Refresh

Apesar de ser bastante conservador em termos ideológicos, gosto de pensar que sou algo progressista em termos de forma. Assim, aqui fica um "refresh" no "look" do blog.
Apesar de nos últimos tempos me ter "rendido" mais ao facebook, confesso que estou hesitante na manutenção dos dois espaços em separado. A dúvida persiste: passar a utilizar a sua integração ou manter a individualidade dos mesmos. A ver vamos...

2010-10-05

100 anos

"Uma república sem cidadãos de boa reputação não pode existir nem ser bem governada" - Nicolau Maquiavel

2010-09-22

Religião "à la carte"

A maioria das pessoas não estuda o Cristianismo para descobrir o que ele ensina, mas com a esperança de achar no Cristianismo um apoio para os seus próprios pontos de vista. Procuram um aliado onde só há um Mestre ou um Juiz. - C. S. Lewis

2010-09-17

Estou confuso

Uma das principais razões apontadas pelo actual governo para manter a concretização da ligação do TGV a Espanha tinha haver com a assumpção dos compromissos a nível europeu e que a sua ruptura implicava na perda da comparticipação da Europa no financiamento da obra. Agora, devido à conjuntura económica (parece que agora as coisas estão mal), o concurso público anterior foi cancelado e perspectiva-se que o novo concurso já tenha uma comparticipação europeia 3 a 4 vezes superior do que a anterior. Não há pachorra para esta gente.
Haja coerência meus senhores!

2010-09-16

Oásis

O valor intrínseco de um oásis, advêm do facto de se localizar no deserto. Se valorizássemos mais os nossos "oásis" se calhar não teríamos que passar por tantos "desertos".

2010-09-14

Confissões

Tenho que confessar que há 3 coisas que me irritam profundamente: prepotência, sonsice e incoerência.

2010-09-13

Reflexos de um país

Há meses que não folheava pelos "classificados" do JN. Fiquei assombrado com a proporção dos anúncios. Aqui fica a estatística da edição de sábado:
- Veículos: 2,5 páginas
- Casas: 6 páginas
- Emprego: 2,5 páginas
- Compra de ouro.: 2 páginas
- Finanças/penhoras: 3 páginas
- Oculto: sem expressão
- "Massagens": 1,5 páginas.

Como diria o "outro": talvez valha a pena pensar nisto!

2010-09-11

Filhos

Se há algo que um pai deseja é que o seu filho seja "melhor" que ele, que vá mais longe, que construa melhor, que "produza" mais!

Parabéns Patrícia!



2010-07-19

Conhecimento e sabedoria

“Para alcançar o conhecimento, acrescente coisas todos os dias. Para alcançar a sabedoria, remova coisas todos os dias.” (Lao Tse)

2010-06-15

As palavras que dizemos

Talvez amanhã já teremos esquecido as palavras amáveis que tivermos dito hoje a alguém, no entanto, para quem as receber, provavelmente irá retê-las na sua memória por tempo indeterminado... talvez quem sabe por uma vida inteira!

2010-06-08

2010-05-26

Frase do dia


"As pessoas sentem-se solitárias porque sobem muros em vez de atravessar pontes" - Johannes Peter Schmitt

2010-05-06

Comunicação

Uma das coisas que tenho aprendido é que a gestão da "palavra" é tão importante como a gestão do "silêncio". Para os palradores natos, o parar para ouvir implica uma atitude de disciplina e expressa uma atitude genuína de interesse sobre o outro. No entanto, esta atitude de ouvir, deverá ser entendida como uma "escuta activa". Não pensem os mais recatados e pouco eloquentes no uso da palavra que se encontram assim em lugar confortável, pois ao requerer-se que a comunicação se estabeleça é necessário e inevitável o uso dessa mesma palavra. Apenas se deseja que o seja com peso, conta e medida.

2010-03-02

Lei de "protecção da família tradicional" entra em vigor... na Lituânia

A lei lituana para a protecção de menores contra os efeitos prejudiciais da informação pública, que apela à "protecção da família tradicional", entrou hoje em vigor, mas a sua aplicação vai ser monitorizada pelas instituições comunitárias. A nova lei impede os menores de receberem informação que incentive ao relacionamento sexual e procura proteger o conceito de família tradicional definida pela Constituição como a união entre um homem e uma mulher.

Para quem não sabe, a Lituânia é um país democrático e membro da União Europeia. Afinal de contas, é possível simultaneamente termos a defesa da democracia e a preservação e integridade da sociedade.

2010-02-25

Pordata: informação estatística relevante sobre Portugal

O projecto Pordata prevê disponibilizar os dados estatísticos em três fases principais: para Portugal (1.ª fase), para Portugal e países da UE 27 (2.ª fase) e para as regiões e municípios portugueses (3.ª fase). O vector comum a toda a informação apresentada é o tempo. Publicada sob a forma de séries cronológicas, a informação incide sobre um longo período, que se inicia, sempre que possível, em 1960 e se prolonga até à actualidade.
Assim, o Pordata é um serviço público, um projecto destinado a todos, pensado para um vasto número de utentes que comungam do interesse em conhecer, com confiança e rigor, mais sobre Portugal.
São doze os temas com que se inicia a Pordata: População; Saúde; Educação; Protecção Social; Emprego e Mercado de Trabalho; Empresas e Pessoal; Rendimento e Despesas Familiares; Habitação e Conforto; Justiça; Cultura; Contas Nacionais; Contas do Estado. Cada um destes temas está subdividido em vários subtemas, que incluem múltiplas séries de dados estatísticos. Estes dados podem ser visualizados sob a forma de tabelas,de gráficos estáticos e dinâmicos. Há ainda a possibilidade de os dados serem transformados automaticamente em indicadores habituais (como as percentagens ou as variações) e, de se converterem os valores de preços correntes em preços constantes.
Uma ferramenta indispensável para quem quer conhecer melhor o País.

2010-02-18

Duro de ouvido

Recentemente fui forçado a colocar em causa os meus gostos musicais. Há algum tempo atrás farto de confundir o toque do meu móvel com os outros milhares de "Nokias" que por aí pululam, decidi colocar como toque uma música que dificilmente outros a conseguiriam obter. Assim foi... O facto é que nunca mais confundi o "meu toque" com o dos outros. Embora quem estivesse próximo de mim desse saltos inusitados quando o telefone tocava, nunca liguei muito...
Assim, quando passava recentemente junto a umas obras confundi o som ensurdecedor de uma rebarbadeira a funcionar com o toque do meu telemóvel. Conclusão imediata: ou eu estou "duro de ouvido" ou os meus gostos musicais deixam muito a desejar.
Esta mania de querer ser "diferente" nem sempre abona a meu favor.