2006-09-08

Carácter

Um pai levou a sua filha à feira popular.
Imediatamente, ela correu para a barraca do algodão-doce! Quando recebeu na sua mão aquela enorme "montanha" de açucar em novelo o pai perguntou-lhe:
"Tens certeza que consegues comer tudo?" - na esperança secreta de sobrar alguma coisa para ele.
Contudo ela prontamente respondeu:
"Não te preocupes, papá, eu sou maior por dentro que por fora".

Que excelente definição de carácter: sermos "maiores" por dentro...

2006-09-05

No mínimo, polémico

"Para mim, o consenso parece ser o processo de abandono de todas as crenças, princípios, valores e políticas para se buscar algo em que ninguém acredita...
Que grande causa seria defendida e vencida sob a bandeira: 'Sou a favor do consenso'?"
- Margareth Tatcher, primeira-ministra britânica

2006-08-31

"Tudo está perdoado"

O Homem é na sua essência um ser relacional. Foi criado para se relacionar.
No livro de Hemingway "The Capitol of the World", ele conta a história de um pai e seu filho adolescente, de nome Paco, cuja relação entra em ruptura. Após a fuga de casa do filho, o pai inicia uma longa viagem à sua procura, contudo sem sucesso. Finalmente, e já como último recurso, põe um anúncio num jornal de Madrid que dizia: "Querido Paco, estarei na entrada do edifício deste jornal amanhã ao meio-dia... tudo está perdoado... eu amo-te".
No dia seguinte, encontravam-se 800 homens, de nome Paco, desejando recuperar um relacionamento rompido.

Se te sentes um "Paco", necessitando do restabelecimento do relacionamento com Deus, o "anúncio no jornal" mantêm-se, só que desta vez não foi a tinta da impressora que o escreveu, mas sim o sangue. O sangue de Jesus... que "clama" pelo TEU nome!

2006-07-14

Férias antecipadas


Este blog vai de férias antecipadas. Até Setembro... E pode ser que nos encontremos no país da Heidi!

2006-07-10

Suspiros e bocejos

Segundo o Livro do Guinness, em 1888 uma jovem de 15 anos bocejou continuamente durante 5 semanas. Não existe detalhes específicos sobre o empenho desta rapariga, mas que deve ter sido muito bocejo, lá isso deve!
O que provoca os nossos suspiros ou bocejos? A explicação reside no facto de que a inspiração de pouco ar, a asfixia ou o nervosismo podem esgotar o oxigénio do corpo. Assim, o nosso corpo provoca uma reacção rápida e não consciente de respiração profunda que envia um apoio de emergência suplementar de oxigénio para suprir essa mesma falta. Normalmente encontramos também este proceso quando existe nervosismo, fadiga ou cansaço.
Mas temos também o "suspiro" da alma. Quantas vezes almejamos num esforço contínuo e obstinado, procurar encontrar sentido para as "coisas". Salomão, um rei da Antiguidade, conhecido pelo sua sabedoria, reagiu repetidas vezes a esta situação, quando empreendimento após empreendimento, apenas clamava "tudo é vaidade." Tudo o que ele fazia produzia um vazio. Finalmente percebeu que nos "lugares" em que procurava essa satisfação eram simplesmente os "lugares errados". Não era na sua capacidade de "sonhar", nem na "concretização" desses mesmos sonhos; não era em nada que ele pudesse "construir por si só".
E tu, "onde" estás a procurar a tua realização pessoal?

2006-07-04

Portugal

Portugal entre os melhores... A história reescreve-se. O feito no Mundial, tem elevado corações, relançado a auto-estima e o ânimo, acalentando sonhos cada vez mais amplos. O futebol tem destas virtudes.
Quantas unhas roídas, quantas gargantas dilaceradas, quanto sofrimento sentido, quantos copos partidos, quantas vezes "gooolo" gritado. E depois a festa, a alegria, a celebração!

A capacidade de mobilização de um povo (dentro e fora das fronteiras) tem dado renovo ao sentimento de pátria, do hino e da bandeira!
Quase que numa catárse colectiva, o país tem vivido ao "sabor do calendário" do Mundial. Fazem-se renovações governamentais, estabelecem-se ultimatos ao Irão, a tensão cresce em Timor, mas o que importa? Portugal percorre e devora a "roda dos alimentos". Depois das vitaminas das "laranjas", as proteínas dos "bifes". Agora seguem-se "galos" que esperemos sejam bem assados (de preferência sem "gripe das aves").

Agora imaginemos que toda esta dinâmica popular era posta em prol de causas importantes! Imaginemos o alcance, a mudança, a capacidade construtiva de todo um povo, de toda uma nação. Quantas vezes lamentamo-nos porque o "mundo" à nossa volta encontra-se cada vez pior. Estaremos a fazer as escolhas certas? Consumimos recursos e energia em questões efémeras, voláteis e estupidamente transitórias.
Porque não gritamos "Portugal" à segunda-feira de manhã quando iniciamos a semana de trabalho; porque não gritamos "Portugal" quando nos cruzamos com alguém que está em dificuldade e prontamente o auxíliamos, porque não somos mais cortezes no trânsito, porque não fazemos um esforço por sermos solícitos, porque não nos empenhamos mais no trabalho que temos, porque não decidimos ser mais simpáticos e tolerantes? Porque não exercemos o nosso direito de cidadania exigindo justiça e solidariedade?
Portugal não é o hino, ou a bandeira, nem tão pouco o Estado. Portugal sou eu e tu. São as gentes e o povo e os valores que defendem!

Entretanto... até domingo, e viva, Portugal!

2006-06-28

A caminho de...


Quando não nos importamos para onde vamos, qualquer estrada servirá para nos conduzir até lá.

2006-06-23

S. João

O Porto prepara-se para a "noite mais longa" do ano. A cidade já fervilha, os preparativos para a "grande noite" ultimam-se. Sente-se no ar a confluência dos aromas, que lentamente inebriam os sentidos. S. João, o santo padroeiro da cidade é o motivo da celebração.
Aqui fica em honra deste santo, uma curta biografia e citação do mesmo:

João Baptista, filho de Zacarias e Isabel. Começou a sua actividade profética por volta de 27 d.C. Chamou o povo ao arrependimento, e as multidões acotovelavam-se para o escutar.
Vestia-se de peles de camelo, vagueava pelo deserto, alimentando-se de mel e gafanhotos.
Baptizou milhares no Rio Jordão, incluindo o seu primo. Jesus, a quem reconheceu como o Messias. Mais tarde, Herodes Antipas encarcerou-o e executou-o!


A sua declaração mais marcante, foi a respeito de Jesus:
"João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. " - in Bíblia


Curiosidade: in wikipédia
Sabe-se que foi a partir das sílabas iniciais dos versos da primeira estrofe do hino litúrgico em honra de São João Baptista que se formaram os nomes das notas musicais. Veja-se como:
Ut queant laxis
Ressonare fibris
Mira gestorum
Famuli tuorum,
Solve polluti
Labii reatum,
Sancte Johannes.
O ut foi depois substituído por dó. O si, esse é constituído pelas letras iniciais latinas de Sancte Johanes (São João: o j lia-se como i).

2006-06-21

Dois ouvidos, uma boca

Quando não somos donos do nosso silêncio, podemos tornar-nos escravos das nossas palavras.

2006-06-20

A urgência do importante

A urgência é um vício, podendo tornar-se facilmente num comportamento auto-destrutivo, que apenas preenche temporariamente o vazio criado por necessidades não satisfeitas. Não constitui em si mesma um problema, contudo ela torna-se um problema quando se assume de forma dominante, ou seja, quando atropela as "coisas importantes".
A solução passa então, não por priorizar a nossa "agenda" diária, mas sim "agendar" as nossas prioridades.

2006-06-14

Não há efeito sem causa

"A lei da sementeira é colher mais do que se plantou. Semeie um acto e colherá um hábito; semeie um hábito e colherá um carácter; semeie um carácter e colherá um destino,"
G.D. Boardman

2006-06-13

Na intimidade

Na semana passada, lia no título de um dos nossos matutinos: "Na intimidade com a Selecção". O artigo retratava os pormenores da vida da Selecção Portuguesa a caminho do primeiro jogo do Mundial.
Isto fez-me lembrar da nossa curiosidade natural, quanto a conhecermos a intimidade sobretudo dos famosos.
As revistas "cor-de-rosa" vivem da exposição dessa mesma intimidade, canais televisivos (mtv, por exemplo) dedicam-lhe particular atenção. E nós, lá vamos fantasiando com a vida dos outros, apropriando-nos ainda que em fugazes momentos, da sua euforia, opulência e abastança.
No entanto, vejo poucos a quererem conhecer a intimidade dAquele que é verdadeiramente importante, mais famoso que os famosos, maior que as maiores "vedetas galácticas".
Porque perdemos tanto tempo em querer conhecer mais de homens e mulheres efémeros, e, tão pouco em querer conhecer o Eterno...

2006-06-09

Manifestação Motard 11 de Jun

Esta é para o pessoal que no próximo dia 11 vai encher o Terreiro do Paço:

A auto-estrada do tempo:

"Corremos na auto-estrada do Tempo,
A alta velocidade cegou-nos;
Alcançar tudo e chegar mais longe é só o que nos interessa,
Já passamos a arte de viver e o tempo de reflexão,
As saídas e os verdes oásis da vida,
Nunca tivemos tempo de os considerar,
Avançamos a um ritmo rápido, mas ninguém faz a pergunta:
"Para onde vamos?"
- Holger Nilsson

2006-06-08

"Ground zero"?

Se queremos ir mais longe, conquistar mais do que temos conquistado, sermos mais eficazes e eficientes, temos que direccionar o nosso olhar acima do que é comum e natural. Olhar, pensar, planear, meditar "nas coisas" que são de cima e não nas que são do "ground zero".
Ao permanecermos com o "nosso olhar" para baixo, a única coisa que provocamos é uma grande "corcunda" nas costas, ou seja, uma malformação da nossa "estrutura", evidenciando desta forma um crescimento defeituoso.
A "postura correcta" consegue-se quando colocamos o alvo a atingir numa "dimensão superior", num degrau e patamar acima do que temos vivido e experimentado.

2006-06-06

O rato, a galinha e o porco

A vida decorria serena e pacata na quinta. Certo dia, o inusitado acontece. Corria a notícia de que o lavrador tinha instalado ratoeiras para apanhar o rato, que insistentemente devorava o queijo que a quinta produzia. O rato, alvoraçado alertou a galinha, que ouvindo o que este transmitia perguntou-lhe: "Mas, que tenho eu a ver com isso? Essa ratoeira é só para ratos! Não vejo o porquê de tanta preocupação". Ainda mais alarmado com a indiferença da galinha, sabendo do perigo que corria, o rato procurou auxílio junto do porco. A resposta foi análoga: "Mas, achas que devo preocupar-me com uma ridícula ratoeira para ratos?".
O rato, voltou costas e refugiou-se na sua toca sem saber muito bem o que mais poderia fazer.
Nessa noite, enquanto dormia foi acordado pelo alvoroço do disparar da ratoeira. E quem tinha sido apanhado? Uma enorme e venenosa cobra. O barulho veio despertar a mulher do lavrador, que dirigindo-se ao celeiro, sem saber o que tinha acontecido, acabou por ser mordida pela cobra que tentava fugir à armadilha.
A mulher, rapidamente adoeceu. Na cama, com febres altas, o homem procurava tratar da sua esposa. Para a alimentar, o que é que o lavrador foi fazer? Uma canjinha!!! E como é que se faz uma canja?....
A mulher continuava doente, então, os familiares que foram alertados para a gravidade da situação vieram visitá-la. E, ficaram por alguns dias. Era então necessário alimentar todos eles. Que fazer? Matar o porco...

Não sejamos pois egoístas ao ponto de pensarmos que o problema de um, não é um problema de toda a comunidade. Antes, contribuamos de forma prática para ajudar a quem se nos dirigir a requerer auxílio.

2006-06-02

Recta final

Para os estudantes que estão na recta final deste ano lectivo aqui fica uma frase de incentivo e estímulo:

"As únicas pessoas que conseguem alcançar algo significativo são as que desejam o saber de tal forma que o buscam mesmo em condições desfavoráveis. As condições favoráveis nunca chegam."
- C. S. Lewis

2006-05-31

Massa consistente

Conta-se a história de um velho excêntrico que sempre se fazia acompanhar de uma lata de óleo lubrificante para onde quer que fosse. Quando ao passear na rua, ao aperceber-se do ranger de uma porta, ou de um portão perro, prontamente aplicava óleo nas suas dobradiças. A sua prática "lubrificante" tornava a vida mais fácil aqueles que vinham depois si.
Quase todos os dias encontramos pessoas cujas vidas "rangem" asperamente com problemas. Carregam "fardos" pesados e muitas vezes insuportáveis, ou então, sentem-se derrotadas e dispostas a desistir. Anseiam pelo "óleo" de uma palavra amiga. Nessas situações temos duas escolhas: ou pioramos os seus problemas com a critica fácil ou "lubrificamos" as suas vidas com palavras de motivação. Apenas uma gota de encorajamento pode restaurar a sua esperança.
Em boa verdade, o espírito humano pode ganhar nova esperança e alento numa simples palavra de encorajamento. Mas isso, implica "termos que sujar as mãos" e estar atentos aos "rangeres" que nos rodeiam. Ou será que, "o ranger e o chiar" alheio já não nos incomoda?

2006-05-26

Mundo Livre?

"O que é importante não é se vivemos ou morremos, mas esta nova coisa que criamos, ainda por breve tempo: um mundo sem escravos"
- Spartacus

2006-05-23

A verdade sobre o código

Para quem perdeu na semana passada o documentário do Discovery Channel, "O verdadeiro código Da Vinci", aqui fica a informação da sua repetição hoje na RTP1, pelas 22:30 h.

2006-05-22

Manter o orgão a tocar

Há muitos anos atrás um talentoso organista estava a dar um concerto. Nessa época (e não pensem que foi assim à tanto tempo - ainda me lembro de tocar num desses orgãos a pedal), era necessário que alguém nos bastidores bombeasse o ar através de grandes foles para que este chegasse aos tubos e então fosse produzido som. Após cada peça músical interpretada, a audiência aplaudia animada e entusiasticamente. Antes da sua última actuação o organista levantou-se e disse: "Agora EU irei tocar...." e anunciou o título da peça. Sentou-se e ajustou as partituras. Com os pés pousados sobre os pedais e as mãos sobre as teclas, começou com um acorde que deveria ser avassalador. Contudo, o órgão permaneceu em silêncio. Insistiu, e, nada... De repente, ouviu-se uma voz, vinda lá de trás dos bastidores: "Não diga EU vou tocar, mas sim 'NÓS vamos tocar...!'"

Cada vez mais o trabalho de equipa é necessário, valorizado e incentivado. A complexidade do "trabalho" exige a interacção de equipas multifacetadas e pluridisciplinais, em que cada um contribui para o sucesso do todo. Sejamos pois humildes o bastante para reconhecermos a necessidade de interdependência e suporte que encontramos junto dos colegas de trabalho, da família e dos amigos.

Cada vez há menos espaço para "solistas" egocêntricos, que procurando a visibilidade, ofuscam e menosprezam deliberadamente os restantes intervenientes. E, como alguém dizia, "é impressionante o que conseguimos quando não é importante quem fica com os "louros"!

2006-05-15

Ser mãe

“Mãe, passa a tua mão pela minha cabeça. Quando passas a mão na minha cabeça é tudo tão verdade”
- Almada Negreiros

2006-05-11

O valor da pergunta

Uma das imagens mais caricatas que me ficou deste Lisboa-Dakar, foi quando numa das provas vários concorrentes perderam completamente a orientação não sabendo qual o caminho a seguir. Era vê-los qual "baratas tontas" cruzando-se entre si, dirigindo-se em velocidades vertiginosas em sentidos opostos, para logo a seguir inverterem a marcha voltando a cruzarem-se. Qual GPS, qual "roadbook", a desorientação e confusão era total! E... pasmem-se, bastava apenas perguntar qual o caminho a seguir aos aldeões!
Esta situação fez-me lembrar a importância que tem o facto de fazermos perguntas e termos um "espírito curioso".
A verdade é, que se queremos aprender mais, temos que perguntar mais, inquirir mais. Só pára de perguntar, quem acha que já tem as respostas todas.
Uma pergunta bem direccionada é a chave que abre a porta a um novo universo de conhecimento, desconhecido e fechado até então para o inquiridor. Uma pergunta bem elaborada, destrói qualquer barreira de comunicação, perspectivando oportunidade de apreensão de novas realidades quer por conhecimento teórico adquirido, quer por experiência de vida.
Perguntar, revela humildade, demonstra vontade de aprender, possibilita mudança, acrescenta sabedoria.

2006-05-04

Visão raio-x

Quando no século XIII, S. Tomás de Aquino começou a assistir às aulas na Universidade de Paris, raramente falava durante as lições. O seu silêncio foi interpretado pelos colegas como evidência de falta de inteligência. Chegaram a atribuir-lhe a alcunha de "boi mudo."
Estes alunos devem ter ficado, no mínimo, bastante surpreendidos quando ele se distinguiu nos estudos e acabou por escrever grandes obras de teologia, que ainda hoje são usadas. S. Tomás de Aquino foi um génio mal avaliado. Os seus colegas julgaram-no apenas pelo que estava diante dos olhos. Na verdade, eles não sabiam, como é que ele era interiormente.
Quantas vezes temos realizado juízos precoces e sumários, ignorando ou não atentando para as qualidades interiores de cada um. Quantas vezes com a nossa prepotência, temos calado "os génios" que poderiam trazer-nos ensino e conhecimento, tudo porque fazemos a nossa avaliação de forma superficial e tantas vezes egoísta.
Lembremo-nos que a medida do valor da pessoa humana vem sobretudo do "seu coração".

Sorriso


Um sorriso é "uma linha curva" que pode ajudar a pôr as coisas "direitas"!

2006-05-03

Mais que um livro

Um terror gélido e petrificante inundou o coração de um soldado quando os tiros de morteiro sibilavam sobre a sua cabeça, as metralhadoras disparavam incessantemente e o inimigo apertava o cerco. De repente, sentiu uma dor agonizante quando uma bala atravessou o peito e o braço. Contudo, o ferimento não foi fatal. De acordo com um artigo do New York Times, o impacto da bala foi reduzido por um Novo Testamento que este soldado tinha no bolso da camisa.
Anos depois, este soldado ainda guardava religiosamente o livro manchado de sangue e com um furo de bala que o atravessava de capa a capa. Ele acreditava que este, lhe tinha salvo a vida.

Esta é uma história aparentemente agradável, mas que nada diz sobre a "salvação espiritual" que a Bíblia retrata e para a qual ela foi concebida. Às vezes usamos as suas palavras apenas para fazermo-nos sentir bem, mas não para mudar as nossas vidas.
A Bíblia não deve ser amada como um amuleto que dá sorte ou para tranquilizar a mente trazendo-nos alívio temporário da ansiedade ou da perturbação. Ela foi-nos dada para ser obedecida, pois revela a vontade directa de Deus a cada um.
A sua ajuda não será apenas para esta vida, mas prevalecerá para sempre.

2006-04-17

2006-04-10

Xeque-mate, ou talvez não


Uma pintura intrigante está exposta no Museu do Louvre em Paris. Ela retracta Fausto (o lendário mágico alemão que 'vendeu' a sua alma ao diabo) sentado em frente a Satanás. Entre eles, um tabuleiro de xadrez. Satanás está contente com o que parece ser o xeque-mate ao rei de Fausto. Do lado de lá do tabuleiro, a expressão de Fasto é outra, é a de um homem derrotado.
De acordo com uma história contada muitas vezes, um famoso mestre de xadrez visitou um dia a galeria e observou a pintura com grande cuidado. De repente ele assustou todos ao gritar excitadíssimo: "É mentira! É mentira! O rei e o cavalo têm outra jogada."

Quando nos querem fazer parecer que já não temos saída, que nos encontramos encurralados e que a derrota é certa, talvez não seja bem assim. Basta sabermos a quem pedir ajuda em momentos como esses: a quem melhor que nós conhece o 'Jogo da Vida'.

2006-03-29

Ao longe e ao perto

Conta-se a história de um índio que olhando ao longe, viu uma figura surgindo no horizonte. Pensando que era um animal selvagem, ele preparou-se para fugir...
Mas, ao aproximar-se a figura, ele viu que tratava-se de um homem a cavalo. Entendendo que era um inimigo, preparou-se para lutar...
O homem a cavalo aproximou-se, então ele viu que não era um inimigo, mas alguém da sua própria tribo. Preparou-se para o receber e dar-lhe as boas-vindas. Contudo, quando o cavaleiro solitário finalmente chegou perto, o índio reconheceu que era seu próprio irmão e abraçou-o...

Quanto mais nos aproximarmos e deixarmo-nos aproximar dos outros, mais facilmente compreenderemos que o "outro" afinal é nosso "irmão".

2006-03-21

Ainda os crucifixos

As cruzes identificam locais de culto, decoram campanários e marcam locais de sepultura. Por vezes, marcam o lugar onde pessoas morreram em acidentes de viação. Muitas vezes são usadas como joalharia, amuletos, ou constituindo meros objectos decorativos, normalmente associados a uma simbologia de espiritualidade.

Mas, que nos faz lembrar a Cruz? Faz-nos lembrar a pessoa de Jesus Cristo? Quem foi, o que ensinou, porque nasceu, viveu e para que morreu?
Jesus morreu na CRUZ por cada um de nós. No entanto o seu corpo não ficou lá, ou no túmulo, pois, ao terceiro dia após a sua morte ressuscitou.

Agora que entramos numa época em que a cruz vai ser enfaticamente mencionada, com a chegada da Páscoa aqui fica a interrogação: Já olhaste para a "cruz" e colocaste a tua confiança n'Aquele que morreu lá?

2006-03-16

Olhares

Todos nós somos afectados pelos olhares dos outros. Poucos são aqueles que não querem ficar "bem na fotografia".
A necessidade de impressionar, ou pura e simplesmente de estar contextualizado obriga a cuidados adicionais na "produção da imagem".
Preocupamo-nos por agradar, por parecer bem, por criar uma imagem de "atracção" e não de "repulsa". Preocupamo-nos imensamente quanto aos olhares que os outros nos dirigem, pois gostamos de saber estar...
Preocupação legítima da vida normal em sociedade, sublinho!

E, quando Deus olha para nós, o que é que vê?
A este olhar, não há maquilhagem que disfarce, indumentária que embeleze, penteado que encubra. O que somos, está descoberto aos seus olhos.
Que reacção o seu olhar nos causa?
Indiferença? Vergonha? Conforto? Amor? Carinho?

O que vê Ele em nós? O que vemos nós no Seu olhar?

2006-03-13

Ênfases

Dois miúdos estavam a comer algumas uvas. Um deles comenta: "São mesmo doces!". "Tens razão" - respondeu o outro, "mas estão cheias de pevides".
Ao vaguearem por um jardim, o primeiro novamente exclamou: "Olha para aquelas grandes e bonitas rosas!". O outro replicou: "Estão cheias de espinhos".
Como estava um dia excepcionalmente quente, pararam num café para saciarem a sede. Após vários goles, o segundo miúdo queixou-se: "Metade da minha garrafa já está vazia." O primeiro prontamente respondeu: "Metade da minha garrafa ainda está cheia!"

Muitas pessoas são como o rapaz pessimista desta história. Olham sempre para a vida através de óculos escuros. Sempre à procura da "nuvem ameaçadora" no céu límpido...
Felizmente existem pessoas que se concentram no lado radioso das coisas e são também elas radiantes, felizes e gratas. São realistas acerca do lado sombrio da vida, mas não tomam uma atitude miserabilista e "birrenta".
Os pensamentos negativos podem ser ultrapassado. Não importa quem sejas ou quais as tuas circunstâncias, há sempre muito pelo qual estar grato. Então, em vez de te queixares pelos espinhos, sê grato pelas as rosas.

2006-03-07

A "torto" ou a "direito"

Se pedissemos a 500 pessoas para desenharem numa folha de papel uma linha torta, o resultado final seria o de obtermos 500 linhas diferentes. Certamente, não conseguiriamos obter duas linhas exactamente iguais. O contrário se verificaria se pedissemos para que desenhassem uma linha direita. Munidos de uma régua, facilmente os intervenientes o conseguiriam.
Isto faz-nos pensar que existem diversas possibilidades de se ser torto, mas apenas uma para se ser recto.
Nem sempre, o percurso mais rápido entre dois pontos é uma linha recta, no entanto o caminho "direito" é o que produz mais fruto. Nem sempre é o menos tortuoso, nem sempre o mais fácil, nem sempre o mais suave...
"O único caminho certo é O Caminho recto e estreito"

2006-02-24

"Keep it simple"

Muito se houve falar de "qualidade de vida". Indicador do nível de felicidade, insistentemente, este conceito surge relacionado e quantificado com a quantidade de "bens" que determinada pessoa possui e do seu correspondente usufruto.
O materialismo da sociedade em que vivemos é crescente, no entanto, se nos questionássemos quanto à necessidade real das coisas que detemos, certamente ficariamos estupefactos. Grande parte daquilo que hoje reputamos como essencial, à 10 anos atrás não existia, à 20 seria ficção científica, à 100 anos levar-nos-ia ao internamento num qualquer hospício.
Da mesma forma, as relações de afectividade e de relacionamento comungam deste mesmo paradigma. Construímos verdadeiros labirintos e teias de relacionamento, muitas delas virtuais, efémeras, transitórias e egoisticamente prevalecentes. Cada vez mais o dar-se ao outro, o abrir-se, o permitir a invasão do outro no nosso eu, não é de todo permitida, ou sendo-o, é habilmente acautelada.
Vivemos num mundo de clausura emocional e de ostentação material. Prevalece a posse, sobre o relacionamento, prevalece o material sobre o intangível.
O Homem é acima de tudo um ser relacional, pelo que a "qualidade de vida" de cada um deverá ser medida pelos relacionamentos que estabelece e não por aquilo que detém. Sobretudo, no que respeita ao relacionamento individual e pessoal com o Criador de todas as coisas.

2006-02-16

Persistência no erro

Hoje, passava junto a uma estação de serviço, quando me apercebi de um pormenor interessante. A funcionária que logo pela manhã tem a função de fazer a limpeza do pavimento estava como sempre a preparar os seus utensílios de trabalho.
Com o colete reflector colocado, começou a tarefa. Ligou a mangueira à torneira, e, começou a lavar o pavimento. À medida que ía afastando-se da torneira para percorrer toda a área de serviço, a mangueira começou a ensarilhar-se. Quanto mais ela puxava, mais o nó apertava. Quanto mais o nó apertava, menos água saía. E ela lá insistia. Cada vez mais irritada, mais puxava a mangueira. A mangueira respondia, com um nó cada vez mais apertado... consequentemente, menos água jorrava!

Se há coisa em que somos persistentes é no erro.
Muitas vezes, obstinadamente insistimos em fazer as coisas "à nossa maneira". Resultado, acabamos por nos estrangular a nós próprios. Asfixiamos em resultado da nossa própria teimosia. Ter um espírito aberto, auto-crítico e permeável a aprendermos coisas novas é necessário. Aquilo que muitas vezes é definido como um "espírito ensinável", mais que urgente é importante e essencial.

2006-02-14

ser GRANDE

"Todos se podem sentir grandes porque todos podem servir. Tu não tens que ter um curso universitário para servir. Tu não tens que saber ligar o predicado ao verbo para servir. Não precisas ter conhecimentos sobre Platão e Aristóteles para servir ... Precisas apenas ter um coração cheio de graça, e uma alma movida pelo amor."
- Martin Luther King

2006-02-10

Limpeza

Recentemente antes de lavar o meu carrito, tive o cuidado de ir ver a previsão de tempo para os próximos dias. Previsão: próximos 10 dias, sem chuva. A decisão estava tomada... Ficou quase um "brinquinho"!
Lá andei eu 2 dias com o carro a brilhar.
Hoje, quando vou a sair de casa, não podia acreditar, aquelas gotículas que apenas servem mesmo para sujar os carros, tinham mesmo caído!
Resultado, nova lavagem é precisa...

Não seremos também nós como os carros que precisam constantemente de "ser lavados", se queremos aparecer de "rosto limpo"?

2006-02-06

"Salvo" pela aranha


Certa ocasião em que Felix de Nola fugia dos seus inimigos, refugiou-se numa caverna.
Apenas tinha entrado, e logo de seguida eis que uma aranha principiou a fazer a sua teia na fenda da rocha que dava acesso ao esconderijo.
Quando os perseguidores passaram, viram a teia de aranha e não se detiveram a procurar no interior da gruta. Então, quando se considerou livre de perigo, saiu do seu refúgio e disse: "Ubi Deus est, ibi aranea murus; ubi non est ibis murus aranea.".
Ou seja: "Onde Deus está, uma teia de aranha serve de muralha; onde Ele não está, uma muralha é apenas uma teia de aranha."

2006-02-01

Anormalidades

Apesar de já ter ocorrido no passado Domingo, não podia deixar de não me referir a este acontecimento.
A notícia surgiu já na parte final do alinhamento do Telejornal na noite de Domingo.
Uma bébé de 2 meses tinha sido resgatada com vida de um rio. Só por si, a notícia já teria relevância, contudo existia um dado adicional: havia a gravação video do acontecimento.
O impacto da imagem foi avassalador.
Um grupo de pescadores na margem de um rio no Brasil, filmava a sua pescaria até que foram despertados para um saco que flutuava no rio. Sim um saco! Por alguma razão a sua atenção foi despertada por aquele saco plástico. Recolheram-no. Quase que a medo, um deles abriu-o. Dentro encontrava-se uma menina com cerca de 2 meses de idade. O estarrecer e a surpresa foram absolutos. Prontamente a socorreram. Mais tarde surge a imagem da bébé já no hospital a tomar o seu biberão, aparentemente em excelente estado de saúde. A polícia procura os pais para esclarecer este acontecimento "insólito".

Como acontecimento anormal que é gostaria de salientar os seguintes aspectos:
1) Não é "normal" que se atire, uma criança ao rio dentro de um saco plástico;
2) Não é "normal" que uma criança de 2 meses, se mantenha a flutuar, utilizando os seus instintos naturais, nadando não se sabe exactamente quanto tempo;
3) Não é "normal", que um grupo de pescadores preste atenção a um mero saco que flutua no rio;
4) Não é "normal", que esse mesmo grupo de pescadores esteja de câmara em punho à espera de registar este facto.
Perante tantas aparentes "coincidências", ou a notícia é falsa, ou gostava que me dessem uma explicação melhor para o facto desta criança ter sobrevivido, que não seja uma mera conjunção de factos ocasionais ou que simplesmente a bébé afinal, é uma excelente nadadora...

2006-01-30

Despertar

O que é que nos faz despertar do "sono", o que é que quebra a letargia do nosso comodismo: as circunstâncias difíceis, as "tempestades, os ventos, a neve e o frio", ou as vozes das pessoas que incessantemente pedem ajuda e socorro?

2006-01-26

Perversões da Democracia

O Hamas venceu as eleições legislativas na Palestina.
Com uma presença nas urnas de 80% dos eleitores, num processo aparentemente transparente e livre, o Hamas, um dos principais grupos terroristas, vence com maioria absoluta.
Fruto de uma actuação social junto das populações mais pobres, verifica-se a legitimação popular dos ideais radicais islâmicos. A democracia tem destas coisas...
A esta facto, acresce o agravamento das relações da Comunidade Internacional com o Irão.

Para Israel, "shalom" assume cada vez mais a angústia de um povo, que ao longo dos séculos procura fazer vingar o seu direito de existência como Estado e Nação.

2006-01-24

Papalagui

“Houve um tempo queridos irmãos, em que todos vivíamos, numa noite escura, pois não conhecíamos a luz irradiante do Evangelho; um tempo em que vagueávamos como crianças à procura da sua cabana sem a encontrar, em que o nosso coração desconhecia o Grande Amor e os nossos ouvidos estavam surdos à palavra de Deus.
Foi o Papalagui * que nos trouxe a luz, foi ele que nos veio libertar da noite negra em que vivíamos. Levou-nos até Deus e ensinou-nos a amá-lo. Veneramo-lo, pois, como sendo aquele que nos trouxe a luz, o porta-voz do Grande Espírito a que ele, Papalagui, chama Deus. Reconhecemo-lo e consideramo-lo nosso irmão, não lhe vedamos o acesso à nossa terra, pelo contrário partilhamos com ele de boa fé todos os frutos e tudo quanto tínhamos para comer, pois nos sentíamos como filhos de um mesmo pai. (…)
O missionário do Papalagui, ensinou-nos, em primeiro lugar, o que é Deus; desviou-nos dos nossos antigos deuses, dizendo-nos que se tratavam de ídolos, isentos da natureza divina do verdadeiro Deus. Deixámos por conseguinte, de adorar as estrelas da noite, a força do fogo e do vento, e a partir daí começamos a endereçar as nossas preces ao deus do Papalagui, a Deus, o Grande Senhor do céu.
A primeira mercê que Deus nos fez, foi tirar-nos, por intermédio do Papalagui, todos os canos de fogo e demais armas a fim de vivermos em paz uns com os outros, como bons cristãos, pois bem conheceis os mandamentos de Deus que nos manda amarmo-nos uns aos outros e não matar. É o mais importante dos seus mandamentos. Entregamos as nossas armas, e desde então nenhuma guerra voltou a dizimar as nossas ilhas e cada um respeita o próximo como um irmão. Não tardamos a perceber que Deus tinha razão em ditar tal mandamento, pois a paz reina hoje entre as aldeias que, outrora, se entregavam a terríveis, intermináveis e encarniçadas batalhas. (…)
Mas o Papalagui limita-se a empunhar luz, a estender o braço para alumiar os outros, pois que ele próprio, ou seja, o seu corpo continua nas trevas. Muito embora a sua boca proclame o nome de Deus e as suas mãos arvorem a luz, o seu coração vive longe de Deus.
Nada há para mim de mais penoso, nada me enche tanto o coração de tristeza, do que ser forçado a dizer-vos isto, filhos queridos das nossas muitas ilhas; o certo, porém, é que não podemos deixar-nos enganar a respeito do Papalagui, para que ele não nos arraste também para as suas trevas. É verdade que foi ele que nos trouxe a Palavra de Deus – sem, contudo, ter entendido os seus mandamentos e preceitos. A boca e a cabeça compreenderam, mas não assim o corpo. A luz não conseguiu penetrá-lo nem reflectir-se nele, de modo que, para qualquer lado para onde vá, possa iluminar tudo com a luz que lhe vem do coração, luz essa a que também se poderá chamar Amor.
Nem ele próprio, sequer, reconhece a contradição que está patente entre as suas palavras e os seus actos; mas nós sim, reconhecemo-la pela sua incapacidade em pronunciar a palavra de Deus no fundo do coração. Quando a diz, faz uma espécie de careta como se estivesse cansado e como se essa palavra não lhe dissesse respeito. Todos os Brancos se atribuem a si próprios o nome de filhos de Deus, crença essa atestada, em esteiras, pelos chefes de tribo da terra; mas embora todos eles tenham recebido o grande ensinamento e todos conheçam Deus, Deus continua a ser-lhes estranho. Nem mesmo aqueles que foram formados para falar de Deus em grandes e magníficas cabanas construídas em sua honra têm Deus em si; falam no ar, falam no meio de grande vazio. Esses mensageiros que falam de Deus não sabem discorrer sobre Deus, falam como as ondas que vêm quebrar-se de encontro às rochas: embora ressoem continuamente, ninguém já as ouve. (…)
O Papalagui só muito raramente pensa em Deus. Só quando é apanhado pela tempestade e essa tempestade está prestes a apagar a chama da sua vida, só então é que ele se lembra que há poderes que lhe são superiores e chefes de tribo de mais alta estirpe. (...)
O seu coração está repleto de ódio, de cobiça, de hostilidade, e mais parece um gancho enorme e pontiagudo, um gancho tão só destinado ao roubo, do que luz que vence as trevas, tudo aquecendo e iluminando.(…)
Que Deus não ajude a não nos deixarmos ofuscar pela sua luz a pontos de nos perdermos no caminho; antes ilumine todas as veredas, de modo a podermos caminhar banhados por essa maravilhosa luz, e assim nos amarmos uns aos outros, e assim fazermos muitas talofas** nos nossos corações.”
* o homem branco
** actos de amor


- O Papalagui, discurso de Tuiavii, Chefe de Tribo de Tiavéa, nos mares do Sul

2006-01-23

Por um triz

Em tempo de "gripes" nada melhor que um suplemento de vitamina C. Fica o desejo que o ácido ascórbico não se torne em acido sulfúrico.

2006-01-19

A "mal-dicção"

O legado de Gil Vicente perpetua-se. A "arte de maldizer", permanece no espírito luso. Uma curta e empírica viagem por um círculo restrito desta nossa blogosfera, foi o suficiente para propiciar este post.
A vontade de "maldizer" é uma constante. A publicitação do ridículo uma arte.
Num discorrer de argumentos, mais ou menos cáusticos, mais ou menos dilacerantes, esta prática, adquire contornos narcísicos, numa frenética competição em que os intervenientes degladiam-se entre si, na aspiração a um qualquer galardão na arte sarcástica.
Alguns, espelham uma literacia excelente, proporcionando à sua fiel "clientela" argumentos e "clichés" para apimentar a conversa de café do dia seguinte. Outros, obrigando a um maior cuidado na interpretação subliminar das suas afirmações, não deixam de armazenar a cicuta nos seus "odres".
Não é pois de admirar que perante as dificuldades reais do quotidiano nos limitemos amargurada e continuamente a "lamber as feridas", numa atitude complacentemente mórbida e fatalista, a que conduz esta prática da cultura da malícia.
O elogio e a valorização, a exaltação genuína e descomplexada, as expressões altruistas de vontade, são exemplarmente segregadas ou então timidamente exibidas, como se de uma pandemia se tratassem.
É então nesta espiral de destruição, crítica voraz e condenação fácil, que alimentamos o nosso espírito ávido e sedento de "mal-dicção".
Agora, é tempo de eu "bater no peito"...

2006-01-17

Spams

Spam, é um termo corrente que se encontra relacionado com o junk mail.
Já alguma vez foram enganados por algum?
É um problema comum na utilização do correio electrónico. Às vezes é inofensivo, mas por vezes não o é. Sobretudo a sua evolução mais recente e perigosa que é o phishing.
Abrimos o e-mail e recebemos uma indicação dizendo que alguém nos quer ajudar. Pede o nosso número do cartão de crédito. A mensagem afirma que o cartão de crédito é inválido, e o número tem que ser escrito novamente para reactivar a conta. Então escrevêmo-lo e, clic, enviamo-lo pensando que estamos a fazer a coisa certa. Então, mais tarde, lá aparece o extracto do cartão de credito debitado com compras de artigos que nunca os vimos. Acabamos de ser ludibriado por um spam!
Podemos pensar que isso só acontece aos outros. Será?...
Nem sempre o que parece ser útil, o é de facto. Confiamos em mensagens de origem dúbia, damos ouvidos às suas indicações e acabamos perdendo.

Podemos também ser ludibriados "espiritualmente". Acontece quando damos ouvidos a mensagens deturpadas, descontextualizadas e ademais das vezes tendenciosas, com conceitos e princípios "religiosos, espirituais e filosóficos", cujo único objectivo é o engano.
Só conheço um anti-spam eficiente nesta matéria: a Bíblia. Ela nos mostra qual o caminho, qual o destino, qual a verdade da condição humana e qual o objectivo dessa mesma existência.

Não sejas enganado.
Qualquer outra "mensagem" fora da Bíblia, é uma fraude!

2006-01-12

Onde é que já ouvi isto?

Aqui fica um extracto de um post que li no artLisboa e que achei interessante:


"Conflito de Gerações

Falando sobre conflitos de gerações, o médico inglês Ronald Gibson começou uma conferência citando quatro frases:
1) 'Nossa juventude adora o luxo, é mal-educada, desafia a autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos hoje são verdadeiros tiranos. Eles não se levantam quando uma pessoa idosa entra, respondem a seus pais e são simplesmente maus.'
2) 'Não tenho mais nenhuma esperança no futuro do nosso país se a juventude de hoje tomar o poder amanhã, porque essa juventude é insuportável, desenfreada, simplesmente horrível.'
3) 'Nosso mundo atingiu seu ponto crítico. Os filhos não ouvem mais seus pais. O fim do mundo não pode estar muito longe.'
4) 'Esta juventude está estragada até o fundo do coração. Os jovens são malfeitores e preguiçosos. Eles jamais serão como a juventude de antigamente. A juventude de hoje não será capaz de manter a nossa cultura.'
Após ter lido as quatro citações, ficou muito satisfeito com a aprovação que os espectadores davam às frases.
Então, revelou a origem delas: A primeira é de Sócrates (470- 399 a.C.), a segunda é de Hesíodo (720 a.C.), a terceira é de um sacerdote do ano 2000 a.C. e a quarta estava escrita num vaso de argila descoberto nas ruínas da Babilónia e tem mais de 4000 anos de existência."

2006-01-11

Sal ou saleiros?

Actualmente é comum, barato e usado no mundo inteiro. Ao longo dos séculos tem suscitado guerras, conduzido ao estabelecimento de rotas comerciais, utilizado no pagamento do soldo de soldados. Hoje é usado primordialmente na preservação e tempero de alimentos. Estamos obviamente a falar do sal.
Podemos pensar na utilização prática do sal sobretudo em duas aplicações: na conservação dos alimentos; e, como condimento, realçando o seu sabor próprio.

Somos chamados a ser "sal". Somos chamados a preservar e potenciar o valor próprio das "coisas" e da essência humana, de forma a que a sua condição seja alterada.
Ademais das vezes, no entanto, o que se verifica é que somos mais saleiros, que sal.
Enquanto à nossa volta, o estado de decadência e decomposição se instalam, o "sal" permanece na sua prateleira, fechado no seu "saleiro", nada preservando, nada conservando.
É de facto interessante constatar como aqueles pequenos grãos fazem toda a diferença no "sabor" das coisas. Uma pequena pitada de sal, é a diferença entre um excelente manjar ou uma refeição nauseabunda.
Importa pois que "salguemos".
E, contrariamente ao que acontece na culinária, mesmo que "salguemos" em excesso, não há problema. Aliás, é desejável que assim seja, pois o "salgado" provoca "sede", "sede" essa que apenas é saciada com Água.

2006-01-10

Quando os sinos dobram

"Nenhum homem é uma ilha; qualquer homem é uma parte do todo. A morte de qualquer homem me diminui, porque faço parte da humanidade; assim, nunca procures saber por quem dobram os sinos: eles dobram por ti. "
— John Donne

2006-01-06

Construções

A Torre inclinada mais famosa do mundo reabriu ao público no início da década de 90, após longo período de reparações a que foi sujeita. Foram gastos 30.000.000 €, retiradas 110 ton. de entulho da sua base, para corrigir 30 cm de desvio no topo.
Qual é o problema desta construção? Não são os materiais que foram empregues, ou algum erro na construção propriamente dita, mas sim na base, nas suas fundações. Aí se encontra o problema.

Cada um de nós está envolvido na construção de alguma coisa. Seja ela do carácter, de relacionamentos, de uma carreira, de uma família…
Quem constrói, obrigatoriamente tem um plano, uma planta, uma memória descritiva onde se enumeram os materiais, ou as acções a praticar. Ou seja, tem regras “de construção” levando em conta sobretudo a resistência dos materiais e a sua adequação à função que vão desempenhar. O curioso é que às vezes parece que nos esquecemos que vamos habitar “na casa” que estamos a construir.
Deixem-me partilhar uma história:
Certo homem muito abastado, tinha um amigo construtor. Ao tomar conhecimento que este seu amigo de infância estava a passar por uma situação de pobreza extrema, convidou-o para construir uma casa. Deveria utilizar os melhores materiais, pois o preço não era problema. Ele iria estar ausente em viagem por vários meses e quando regressasse a casa deveria estar pronta. Ao ver a possibilidade de fazer um excelente negócio, o construtor prontamente anuiu. Assim, começou a construção. Contudo, usou os materiais mais pobres, para conseguir melhor proveito do negócio que tinha feito. Concluiu a obra, o amigo voltou de viagem. Encontraram-se.
Foi então que o amigo entregou ao construtor a chave da sua nova casa. Sem saber, o construtor tinha estado a construir para si. Este homem simplesmente tinha-se enganado a si próprio.

Todos nós vamos “habitar” aquilo que estamos a construir.
Todos nós, mais tarde ou mais cedo, vamos enfrentar os “vendavais” da vida. As tempestades virão e o que será determinante para “permanecermos em pé”, será o tipo de construção que realizamos: como foram feitas as fundações, que tipo de materiais empregamos, que regras de construção seguimos…
Quando se constrói? Antes da tempestade, quando há serenidade e tranquilidade.

É nesses momentos que a integração da construção com a “paisagem” é possível, para que quando “desça a chuva, venham as torrentes, soprem os ventos, e batendo com ímpeto contra a casa; ela não caia, porque estava fundada sobre a Rocha”.

2006-01-05

2006-01-03

Cáceres Monteiro


"o viajante com um sorriso no rosto", partiu.
Fica o legado da objectividade na forma de fazer notícias.

2005-12-31

Feliz 2006!

After Today

After today i'll get me out of this place
Into the world so i can set a new pace
It seems i'm on my own from here
Got to face so many fears
Won't You lay me in
Your hands of grace

I've got a funny feeling
That i'm gonna go away
I'm gonna face my future
Gonna try and make the grade
I've got a ways to go from here
And vision doesn't seems so clear
But, praise God, He's got a plan
Understanding isn't my place

After today i'm gonna come face to face
With a new world who knows i'm feeling this way
I've got a ways to go from here
I'm gonna overcome these fears
But still, i'm gonna need Your hands of grace

I'll be a bigger man for,
A bigger man for today
I'll pray a bigger prayer for
A bigger prayer for today
I'll dream a bigger dream for
A bigger dream for today

- Sanctus Real

Ano Novo, Velhos Hábitos?

Muitos continuam a esperar para o Ano Novo, a oportunidade de um novo começo, contudo insistem em manter os velhos hábitos!

2005-12-29

O riso das estrelas

“- O que é importante a gente não vê…
- A gente não vê…
- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se encontra numa estrela, é doce de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
- Todas as estrelas estão floridas.
- Será como a água. Aquela que me deste parecia música, por causa da roldana e da corda… Lembras-te como era boa?
- Lembro-me…
- Tu olharás de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim. Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas… Serão todas, tuas amigas. E depois eu vou fazer-te um presente…
Ele riu outra vez.
- Ah! Meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!
- Pois é ele, o meu presente… será como a água…
- Que queres dizer?
- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas.
Para uns que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém terás estrelas como ninguém…
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir.”

- "O principezinho", Antoine de Saint Exupéry

2005-12-21

Em desespero

Para quem tinha dúvidas, 2.ª volta das Presidenciais para quê?
O Mário, de super já nada tem, talvez GPL (galináceo pretencioso labrosta) se adeque melhor!
O Sr. Silva está para ficar.

2005-12-20

Pastores

Os pastores são das personagens com menor visibilidade na composição dos presépios, contudo foram dos primeiros a receber a notícia de "boas-novas".

Também naquela época, os pastores não eram muito bem quistos.
Os pastores eram notoriamente incrédulos, considerados pelos "doutores da lei" na mesma categoria das prostitutas e outros "pecadores inveterados". Eram marginalizados, estando inclusivé impedidos de entrar na sinagoga. Eles próprios partiram do princípio que Deus nunca os aceitaria, e temiam-n'O.

A verdade é que o anjo passou por cima de Jerusalém, (o centro religioso de Israel). Ele não foi para Herodium vila de Herodes perto de Belém. Pelo contrário, ele apareceu a um simples grupo de pastores que apascentavam os seus rebanhos fora da cidade.

Contudo, o anjo falou com eles. Deus sabia que estes pastores, como tantas pessoas que parecem indiferentes às coisas espirituais, estavam silenciosamente almejando por Ele.
Todos nós temos um desejo por algo mais. E não importa quão arduamente tentemos parecer auto-suficientes, mais tarde ou mais cedo corremos atrás de algo essencial. O isolamento, a solidão, e o medo da morte levam-nos a reconhecer a nossa necessidade de um Salvador, que preencha o vazio interior que temos. Mas onde podemos nós encontrá-l'O?
As palavras do anjo aos pastores foram simples e directas: "Pois, na cidade de David, vos nasceu hoje o Salvador que é Cristo, o Senhor". Também tu hoje, O podes encontrar.

2005-12-19

Etecetera

Um grupo de jovens, chamados "protestantes", está a editar na Alemanha um calendário erótico, baseado em episódios contemplados na Bíblia.

Um estranho meio, para atingir duvidoso fim!

2005-12-17

"Feses"

"Tenho grande respeito pelas feses* dos outros"
- Mário Soares, no debate com Francisco Louçã, a propósito da retirada dos crucifixos das escolas.

*feses - plural de fé

2005-12-14

2005-12-13

Tropeços


Não são as montanhas que nos fazem tropeçar, mas sim as "pequenas" pedras ou seixos que encontramos pelo caminho !

2005-12-12

O Advento

O advento é por definição um tempo de espera e de preparação para um grande acontecimento que se perspectiva.
Os afazeres domésticos, familiares, religiosos e até mesmo laicos, tentam estabelecer as condições para que todos possam estar preparados para esse acontecimento.

Perdão, coragem, serenidade, escuta, humildade, verdade, pureza, generosidade, solidariedade, esperança, alegria, compreensão, sinceridade... são algumas das qualidades que são apregoadas como necessárias no caminho para a sua consumação.
No entanto o Advento, em primeira instância, nada tem a ver com os outros, não é algo exterior ao indivíduo, mas sim profundamente interior e individual.
O Advento já aconteceu. E, para que possa repetir-se apenas requer uma coisa: um coração vazio.

"um coração quebrado e contrito, não desprezarás, oh Senhor!"
- da Bíblia

2005-12-10

As Crónicas de Nárnia

Não sendo apreciador de filmes "fantásticos", não resisti à tentação desta vez de não assistir no fim de semana de lançamento ao filme "As Crónicas de Nárnia: O leão, a feiticeira e o guarda-roupa", sobretudo porque se baseava no livro de C.S. Lewis, pelo que sempre conseguia deste modo escapar à leitura dos livros.
Expectante, esperava sair convencido da sala depois do seu visionamento.
Expectativas frustradas.
Para filme da "Disney" a produção é mediana, apesar de contar com o contributo de Andrew Adamson, um dos realizadores de “Shrek”, com uma colagem demasiado próxima à trilogia "Senhor dos Anéis".
Como mensagem, perfeitamente trivial e acima de tudo dissimulada.

Mas como normalmente sou acusado de ser excessivamente destrutivo na minha crítica, deixo em aberto a possibilidade da minha avaliação se dever ao facto deste estilo de filme não se encaixar de todo no meu perfil cinéfilo.

Lá terei que me contentar com os livros...

2005-12-09

Por amor

No século XVII alguns Cristãos serviam fielmente a Cristo numa ilha do Japão.
Segundo o missionário Tim Johnson, um líder de provincia, chamado Shogun, decidiu que esses homens eram uma ameaça para a cultura tradicional, pelo que concebeu uma armadilha.
Colocou uma imagem de Jesus na rua e exigiu que os Cristãos na sua província pisassem a imagem em renúncia à sua fé. Quando o teste acabou, 26 pessoas tinham recusado fazê-lo. Foram crucificados à beira da água para todos verem.
Num país como o nosso, chamado de "cristão", quantos superariam este teste?

2005-12-07

Horizontes


Quando a caminhada se torna muito fácil, toma atenção, pois podes estar a descer pelo monte abaixo!

2005-12-06

Aqui estou eu

Ouvi alguém diferenciar de uma forma simplista mas objectiva o tipo de pessoas que cada um de nós pode ser.
Declarava: "Há dois tipos de pessoas neste mundo: aqueles que entram numa sala e dizem: 'Aqui estou eu!' e aqueles que entram e dizem: 'Ah, tu estás aqui!' "
Aparentemente, uma mera inversão de sujeito, mas com um significado bem divergente e diferente!
A primeira abordagem diz-nos: "Olha para mim! Preciso de atenção". A outra: "Fala-me sobre ti."
Uma diz: "Sou importante," a outra diz: "Tu és importante."
Uma diz: "O mundo gira à minha volta," a outra diz: "Estou aqui para te servir."
Não seria grandioso ser conhecido como aquele segundo tipo de pessoa - alguém que os outros desejam ter por perto, porque sabem que a sua presença não é egoísta, mas disponível para ouvir, escutar, encorajar, motivar, e até mesmo para corrigir? Porque afinal de contas, aquilo que o move, é o "próximo"!

2005-11-30

Cuidado com o "lobo mau"

Imaginem qual o resultado que obteriamos se reescrevessemos a história dos "Três Porquinhos e do Lobo Mau", mas agora, do ponto de vista do lobo!
Este exercício, na verdade já foi feito e traduziu-se na edição do livro "A Verdadeira História dos Três Porquinhos", de Jon Scieszka o qual tornou-se rapidamente num "best-seller" dos livros para crianças.
Na história revista, o lobo argumenta que não era sua intenção ter "lombo de porco" para o jantar, nem que estava à procura de um belíssimo presunto "pata negra", mas que havia sido enganado por três porcos egoístas.
Inocentemente acrescenta, que tinha apenas saído para pedir emprestado uma chávena de açúcar para fazer o bolo de aniversário da sua avó. Ele estava a espirrar (e não a soprar) quando a casinha de palha veio abaixo. Etc., etc., etc...

Neste livro que acabamos por considerar hilariante e divertido, podemos facilmente identificar os argumentos distorcidos do lobo, porque conhecemos a história verdadeira. Mas, somos nós também capazes de ver através da lógica de mentira com que todos os dias somos "bombardeados" e abordados?
Não estaremos demasiadamente vulneráveis e expostos, sobretudo nos factos que se relacionam directamente com a nossa existência e o nosso propósito de vida?
Os argumentos distorcidos "do lobo", adquirem particular aceitação quando os mesmos alimentam o nosso "umbigo" e os nossos desejos egoistas.

É caso para dizer: "Cuidado com o lobo mau"!

2005-11-28

Expressões de amor

Uma das necessidades básicas que cada um de nós tem é a necessidade de aceitação.
Precisamos de ser aceites na família, no grupo de amigos, na organização a que pertencemos, por mais "eremita" que nos consideremos.
Esta necessidade de aceitação traduz-se na criação e desenvolvimento de afectos e na criação de sistemas de partilha.
Na sua essência, não é mais do que uma expressão egoísta, mas absolutamente essencial.

No entanto a aceitação que exigimos aos outros, nem sempre a oferecemos nós aos demais. Aliás, grande parte das nossas decisões são orientadas sobretudo para a rejeição.

Se conseguissemos estabelecer uma escala para quantificar o grau de rejeição de determinada circunstância, decerto concluiriamos pelo estabelecimento de uma relação de proporcionalidade directa entre a rejeição e o "valor" do objecto rejeitado. Ou seja, quanto mais alto o "preço", maior a rejeição!

No Natal que se aproxima, que a aceitação seja a característica de cada um de nós. Afinal de contas, o Natal é acima de tudo a expressão de uma "oferta" de amor. Saibamos pois recebê-lO como tal.

2005-11-24

Transplantes

Celebra-se este ano 10 anos do primeiro transplante renal realizado com êxito em Portugal.
Para o doador foi a confirmação da morte esperada, para o receptor do orgão, a possibilidade de ver os seu dias acrescentados.

Sem "morte", é impossível produzir nova vida. Também neste caso, assim foi.

"Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto."

- da Bíblia

2005-11-22

Harry Potter de volta ao "grande ecrãn"

Tal como esperado, a estreia do novo filme da "saga" de "Harry Potter" revelou-se em mais um estrondoso sucesso de bilheteira nos "estates". Os fãs portugueses terão que esperar mais uns dias.
Já lá vai o tempo em que os elementos do nosso universo fantástico infanto-juvenil (e não só) era povoado de personagens em que claramente se identificavam os "bons e os maus", concorrendo para que se afirmassem as noções do bem e do mal.
Hoje, esses ícons surgem mesclados. Hoje, a "escola de feitiçaria" de Harry Potter encarna "positivamente" os "bons da fita", sendo o seu notável representante o herói incontestado.
As práticas "obscurantistas" do passado, são hoje publicamente elevadas.
Sinais dos tempos...

2005-11-17

"Healing Rain"

"Vernaculidades"

Diz o pai para o filho: "Já viste o 'traque' do ano?"
"'Traque' do ano pai?" - respondeu o filho, sem perceber muito bem e com um risinho envergonhado.
Afinal o "truck" do ano era um camião: o MAN TGL, eleito "camião internacional do ano 2006".

2005-11-16

"Redoxon"

"(...) Oh! Mãe, já tomei "Redoxon".
"Já tomaste 'Redoxon', já podias ter dito!"
Este é daqueles "spots" publicitários que me fazem sorrir sempre que o ouço. Talvez por me levar a viajar no tempo até à adolescência...

Muitas vezes esta insistência no não querer ouvir, não prestar atenção ao reparo dos outros se repete vezes sem conta connosco.
O reconhecimneto do erro impõe-se, o ouvir com humildade a voz amiga que nos mostra o outro lado, a advertência cautelosa de quem vê as coisas numa perspectiva distanciada é necessária, para quem não quiser permanecer no erro.
Saber ouvir, é pois obrigatório. Não apenas palavras de lisonja, ou só aquelas que nos agradam, mas também aquelas mais custosas e dilacerantes que apesar de duras, sabemos que são justas.
Até porque, tal como dizia Denis Diderot: "os erros passam, a verdade fica".

2005-11-13

13 Novembro - Dia da Bílbia

"A Bílbia contêm a mente de Deus, a condição do homem, o caminho da salvação, a condenação dos pecadores, a felicidade dos cristãos. Suas doutrinas são santas, seus preceitos são justos, suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis.
Leia-a para ser sábio, creia nela para estar seguro e pratique-a para ser santo.
Ela contêm luz para dirigi-lo, alimento para sustê-lo e consolo para animá-lo.
(...)
Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas.
Cristo é o seu grande tema, nosso bem o seu intento, a glória de Deus a sua finalidade. Deve encher a mente, governar o coração e guiar os pés. (...)
É uma mina de riqueza, um paraíso de glória e um rio de prazer."
- Os Gedeões Internacionais

2005-11-11

Festa da Luz


À primeira vista poderiamos pensar que seria mais uma iniciativa do "glorioso" enquadrada nos festejos do "centenário". Infelizmente assim, não é!
Amanhã dia 12 de Novembro, a cidade de Lisboa será "consagrada" a Maria, mãe de Jesus.
Interessante, que aquele que se afirmou como a VERDADEIRA LUZ, seja teimosa e constantemente enviado para a "SOMBRA", de Maria.

A todos que se assumem como cristãos desafio a que atentem para as prioridades que o catecismo aponta.
JESUS deve ser a prioridade, o baluarte, o único digno de relevância.
Tal como na alegoria da caverna de Platão, rejeitemos "as sombras" e coloquemos em primeiro lugar aquele que é a LUZ.

2005-11-10

Presente envenenado?

Na edição de hoje do "Público" podemos ler: "Segurança Social pode absorver fundo de pensões do Millenium BCP".
Pasmem-se os mais incrédulos, 4.000 milhões de euros, qualquer coisa como 2,9% do PIB previsto para 2005, podem entrar directamente nos cofres da SS. Ora, sabendo nós que à banca não se lhe reconhece particular pendor voluntariamente contributivo a iniciativa do BCP fez-me de imediato "arrebitar" as orelhas.
Sabendo que os fundos de pensões são na sua generalidade bastante apetecíveis pelas "financeiras", na medida que acabam por ser utilizados nas mais diversas operações de especulação financeira, considerando ainda que esta transferência acarretará acréscimo de custos directos para as entidades bancárias através do aumento das suas contribuições sociais, a medida não deixa de ser estranha, sobretudo vinda de onde vem.
Ou seja, de forma muito simplista: ou a liquidez a médio prazo destes fundos está comprometida e então aquilo que eventualmente possa ser visto como interessante para a Segurança Social no curto prazo, venha a traduzir-se no médio-longo prazo num agravamento da débil sustentabilidade já existente, ou então, as investigações policiais em curso a várias instituições bancárias já está a dar fruto e têm que ser paradas, "seja de que forma for"...
A ver vamos!

2005-11-09

História ou...

"Crer que Jesus, o Cristo morreu - é História.
Crer que morreu por mim, é Salvação."

2005-11-08

Sabonetes

Peripécias de 3 amigos em viagem:
"Três amigos brasileiros viajavam para Singapura onde iríam fazer um curso de "Liderança". Como a viagem era muito longa, fizeram escala em Paris, onde ficaram 48 horas. Após o descanso, apanharam outro avião que os levaria ao destino, com escala nos Emirados Árabes. Durante o primeiro percurso, quando um deles foi ao "toilette", percebeu que além dos perfumes franceses para uso geral, havia também pequenos sabonetes para uso individual, e de excelente aroma. Ao voltar ao lugar, comentou com os outros dois, que havia trazido uma meia-dúzia dos tais sabonetes, que levaria como 'souvenir' para amigos, quando do seu regresso ao Brasil. Os amigos resolveram fazer o mesmo, mas, um deles, excedeu-se e trouxe mais de trinta!!!
Riram-se da situação e depois esqueceram o assunto e procuraram descansar, pois, a viagem era muito longa. Após cerca de quinze horas de viagem, um deles ouviu uma mensagem através do altifalante do avião que o deixou preocupado. A mensagem era em francês e só pode entender o final:
-Sr. Barbosa, Sr. Couto e Sr. Da Silva...
Acordou os outros amigos e comunicou-lhes o facto. Eles disseram que estava a imaginar coisas e que devia ter compreendido mal. Por que falariam nos seus nomes numa viagem daquelas, num jumbo com mais de 300 passageiros a bordo? Sabiam que iriam repetir a mensagem, agora em Inglês e ficaram à espera... Novamente ouviram a mensagem que dizia:
-Atenção Srs. Barbosa, Couto e Da Silva! Estamos a preparar-nos para aterrar no Bahrein... Esperem que todos os passageiros deixem o avião, peguem nas suas bagagens de mão e apresentem-se ao Comandante!
Ficaram gravemente preocupados. O que teria havido? Porque chamariam apenas seus nomes? Um dos amigos lembrou-se então dos"sabonetes":
"-Será que foi por causa dos sabonetes? Eu vou devolver tudo!!!"
Nem sorrir conseguíam!
O avião aterrou... esperaram que todos saissem e foram, então, até ao comandante. Ao aproximarem-se da parte dianteira do avião, viram o comandante de pé, uma hospedeira ao seu lado, e, de cada lado deles, três soldados, fardados e com metralhadoras nas mãos!!!
De preocupados passaram a APAVORADOS! Um dos amigos comentou:
"-Se formos presos aqui, nunca mais voltaremos para casa! "
O que tinha o Inglês menos mau foi incumbido de conversar com o comandante!!! Perguntou-lhe o que se passava e qual era o problema. Ao que ele respondeu:
"-Não há problema algum! É que temos três passageiros para embarcar aqui e não há lugares na classe econômica...Por isso, vocês que são os passageiros que vêm de mais longe, passarão para a "Primeira Classe" e darão os vossos lugares a eles..."
-Ufa!!!"

2005-11-07

Mais e menos

Aqui fica o contributo de J.P. para este blog:

"O homem é mais aquilo que não compreende do que aquilo que afirma. Isto é, faz-nos mais falta aquilo que não somos do que aquilo que somos".

Quando a floresta arde

Com este início de Outono chuvoso, a memória da seca de Verão e o flagelo dos fogos florestais, vai-se desvanecendo a pouco e pouco das preocupações de todos nós.
Na catástrofe nacional que se verificou neste Verão, facilmente podemos identificar 3 factores causais: alterações climáticas, traduzindo-se em altas temperaturas e seca; aplicação de uma política nacional de "monocultura" florestal; desarticulação e insuficiência dos meios para um combate eficaz às chamas.
Também nós na vida, muitas e muitas vezes somos circundados por "fogos" que nos "queimam". Num ápice, parece que perdemos tudo: relacionamentos que levaram anos a construir, esvaem-se diante de nós; "status quo" adquirido que é questionado e desrespeitado; expectativas de carreira defraudadas... Situações adversas que nem sempre entendemos.
Impotentes, assistimos a que o "fogo" de tudo se apodere e que na sua passagem deixe apenas um rasto de destruição e ruína.
O facto é que muitos desses "fogos" são alimentados pela nossa própria secura interior. "Árvores" secas, com folhagem ressequida que ajudam à propagação desse mesmo fogo.
Outros decorrem de opções de vida erradas, decisões e caminhos percorridos que inevitavelmente viriam a atear "fogos" simultâneos e em diversas frentes, para os quais nos faltam recursos para os combater: a nossa capacidade de perdão, de tolerância, de discernimento ou de sabedoria. Ficamos exauridos, inférteis, despedaçados, impotentes face ao "fogo" demolidor!
Em momentos assim, vem à superfíe a nossa capacidade regeneradora e "reflorestadora". De fazer brotar novamente a semente que ficou e a partir das cinzas, recomeçar um novo ciclo, uma nova etapa, criando e gerando de novo vida.
O êxito desta acção será directamente proporcional da nossa proximidade de fontes de água, de "lençois freáticos" que limpem e nutram as sementes que escaparam à acção destruidora do incêndio.
Assim, a nossa capacidade de recuperarmos de um "incêndio" dependerá fortemente do quão arraigados estivermos ao rio da Vida.

2005-11-03

Modo "stand-by"

Se há pessoa a quem o provérbio "quem espera, desespera" se aplica, é a mim.
Já repararam a facilidade com que nos colocam à espera?
No trânsito, ficamos à espera.
Para levantarmos uma carta nos correios, esperamos.
Nas chamadas telefónicas colocam-nos em espera.
Vamos ao dentista, esperamos. Grrrrr..... eu simplesmente desespero!!!
A celeridade e rapidez de deslocação de pessoas e bens, a velocidade de circulação da informação trouxeram à "espera" um sentido fortemente negativo. Contudo, nem sempre o é.

Os tempos de espera, de amadurecimento e maturação trazem confirmação à nossa vida.
Trazem certeza de decisão. Trazem a possibilidade de colocarmos as questões a tratar em diferentes perspectivas, com o distanciamento suficiente para a sua correcta avaliação.
Quantas vezes o impacto das nossas decisões não são correctamente avaliadas, devido à sofreguidão da decisão no momento?
Contrariamente à máxima "mais vale uma má decisão, que uma não decisão" opõe-se a busca da decisão correcta e acertada, ainda que demore tempo.

Quantas vezes exigimos aos nossos relacionamentos que tenham a mesma prontidão do "fast food"? Quantas vezes a nossas opções se baseiam simplesmente a nível emocional... no "calor do momento"!
Tempos de espera fortalecem a nossa capacidade de decisão, evitam o erro. Consolidam a nossa confiança na certeza dos objectivos a atingir. Motivamos quem nos rodeia na prosssecução do objectivo comum.
Não desistimos ao primeiro sinal de dificuldade, porque, sabemos o que queremos, sabemos para onde vamos e sabemos o que fazer para lá chegar.

2005-11-02

Contemplações

A beleza de toda a criação, só pode ser verdadeiramente apreciada,
quando contemplamos a Pessoa que a criou.

2005-10-28

Olhar nos olhos


Num destes dias, enquanto aguardava que as minhas "mulheres" regressassem das compras, sentado num banco do "shopping" entretive-me olhando para as pessoas que passavam.
Olhava não para os cabelos, nem para os rostos, mas apenas para os sapatos.
Eu que me considero bastante "conservador" quanto ao modelo de sapatos que uso, acabou por se tornar bastante hilariante este exercício.
Curvos, rectos, de saltos quadrados, redondos, cor-de-rosa, verde fluorescente, com fechos, com cordões, enfim, um verdadeiro paraíso de cor e formas.

O exercício tornou-se bem mais sério, quando deixei os sapatos para trás e passei a concentrar-me nos olhos de quem passava. Homens, mulheres, crianças, mais velhos, menos velhos... A todos que passavam por mim, tentava "radiografar-lhes" os olhos.
Olhar "olhos nos olhos" nem sempre é fácil.
Implica exposição por parte do observador
No entanto, quando nos atrevemos a olhar "olhos nos olhos" dos outros apercebemo-nos de uma realidade bem mais profunda, bem mais viva e verdadeira do objecto da nossa contemplação.
Os olhos como verdadeiras "janelas da alma" apontavam claramente qual o estado interior de cada um.

Isto fez-me pensar no que os meus olhos reflectiriam para aqueles que em sentido inverso olhavam para mim.

E tu, o que refletem os teus olhos?

2005-10-14

Nas sombras do silêncio

Nas sombras do silêncio, contemplo a minha existência.
Arraigado ao ser, ao ter, ao reter e deter isolo o ego sempre presente.
O "ruído" do dia-a-dia assoberba-me de informação. Alguma útil, outra despropositada.
Que importa o que fui? Que importa o que sou? Que importa o que serei? Importa, pois...

Nada se constrói, nada se destrói, contudo tudo se busca no nada do presente. E o tempo sempre presente, esse passa veloz, alheio às conquistas, às alegrias, ou às frustrações e derrotas.

Gosto do discurso directo, do olhar nos olhos, do interagir com o outro. Repugna-me a "voz passiva" e evasiva. Do falar do que não se viveu, do rejeitar o que não se conhece.
Brincar com as palavras, agregando-as em sentidos contraditórios, desenhá-las no papel branco, esperar que as mesmas adquiram vontade própria e se ergam no ar, compondo a mais bela melodia que os olhos possam vislumbrar.
A imaginação flui, no entanto a insatisfação permanece. Depressa os sentidos caiem na lápide gélida do descontentamento
Por si só, a letra é morta, no entanto a Palavra Criadora, o Verbo, essa é capaz de gerar vida no interior.
Esta Vida gera luz, gera verdade, gera liberdade, transporta esperança, aponta salvação.
Faz-nos sentir o intangível e imaterial, traz o conhecimento e entendimento.
Abre a porta do Eterno...

2005-10-06

A propósito do eclipse

Esta é a sequência de memorandos a propósito da ocorrência do eclipse na passada segunda-feira, numa qualquer empresa portuguesa:

Memo do Director Geral para o Dir. Industrial General:
"Hoje pelas 11 horas, ocorrerá um eclipse anular do sol. Isto significa que o sol desaparecerá por trás da lua durante 2 minutos. Dado que esta ocorrência não acontece todos os dias, será dada a possibilidade aos empregados para verem o eclipse no parque de estacionamento.
Assim, todos os empregrados deverão encontrar-se no parque de estacionamento às 10 para as 11 horas, onde realizarei um pequeno discurso de introdução ao eclipse e de informação generalizada do acontecimento. Óculos de protecção serão disponibilizados a preço reduzido."

Memo do Dir. Industrial para o Chefe de Departamento:
"Hoje às 10 para as 11 horas, todo o pessoal deverá juntar-se no parque de estacionamento. Seguidamente dar-se-à o o eclipse anular do sol, o qual desaparecerá por 2 minutos. Por um preço moderado, tal ocorrência será segura com óculos de protecção.
O Director Geral fará um discurso em primeira mão para nos dar informação sobre o acontecimento.
Isto é algo que não se vê todos os dias."

Memo do Chefe de Departamento para o Chefe de Secção:
"O Director Geral fará um discurso para fazer o sol desaparecer por 2 minutos, num eclipse.
Isto é algo que não se vê todos os dias, por isso os empregados encontrar-se-ão no parque de estacionamento às 10 ou às 11.
Isto será seguro se pagarem um preço moderado."

Memo do Chefe de Secção para o Chefe de Linha:
"10 ou 11 empregados deverão ir ao parque de estacionamento onde o Director irá eclipsar o sol durante 2 minutos. Isto não acontece todos os dias.
Tal ocorrência será feita com segurança mas isso irá sair-vos do bolso."

Memo do Chefe de linha para o pessoal:
"Alguns empregados irão ao parque de estacionamento hoje para verem o Director Geral desaparecer.
É uma pena que isto não aconteça todos os dias."

2005-09-30

2005-09-29

Coisas ou pessoas

O que é que verdadeiramente nos importa: as coisas, ou as pessoas?
O que é que nos faz sorrir; o que é que nos fascina e entusiasma?
O que é que nos ocupa mais tempo; o que é que nos embevece o espírito;
que nos preenche o coração?
Descobrimos o encanto nas coisas que temos, ou nos relacionamentos que mantemos?
O que é que mais facilmente enumeramos, as coisas que gostariamos de ter ou as pessoas com quem gostarimos de estar?
Quantas vezes gritamos "Coisas, coisas, coisas..." e não ouvimos o chamar das pessoas!

2005-09-20

Quando o relógio pára

O relógio de parede parou!
Também para M. T. A. o relógio da sua vida aqui parou.
Coincidência? Não sei responder...

Aos 77 anos, uma nova jornada iria iniciar-se.
Homem de trato afável, humilde, cuidado, meticuloso e de uma enorme integridade, deixa a sua marca nas pessoas que o conheceram.
Contudo, M. T. A., apesar de ser aquilo que normalmente considerariamos como "uma boa pessoa", compreendeu no final dos seus dias que isso não era suficiente. Compreendeu que havia algo que lhe faltava, e esse algo era Jesus.
De vontade própria abraça Aquele que há muitos anos esperava por ele. Três semanas depois, o até então Deus Criador de todas as coisas, o chama a si como Deus Pai, Senhor e Salvador!
A M.T.A. agradeço a filha que me entregou, na certeza de que voltaremos a encontrar-nos.
A tristeza da partida não encobrirá a alegria da certeza do reencontro.

"a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito"
- in Bíblia

2005-09-16

Verosimelhanças, aos pontapés

Séneca afirmava: "Verosimelhança não é verdade".
A predisposição individual para assumir e credibilizar o verosímel como verdadeiro é a principal arma utilizada para a indução ao erro.
Não existe melhor mentira que aquela que é composta pelo somatório de verdades parciais ou descontextualizadas.
Subrepticiamente somos levados a tomar como verdadeiros, conceitos científicos não demonstrados, ou então, pressupostos enfaticamente difundidos como éticos, quando os mesmos apenas traduzem o egocentrismo na sua melhor dimensão.
Vivemos na chamada "sociedade do conhecimento". Facilmente a informação é difundida e divulgada a baixo custo.
Uma mentira repetidamente pronunciada, rapidamente adquire o formato do verosímel.
Um juízo crítico e um espírito aberto nunca foi tão difícil de conjugar.
Estejamos pois atentos à manipulação literária, jornalística, política, religiosa e educativa com que todos os dias somos confrontados.

A verosimilhança, gera engano e o engano produz MORTE.
Morte da verdade, morte da razão, morte das emoções, morte da capacidade de gerar conhecimento e VIDA.


"o ladrão não vem senão a matar, roubar e destruir, Eu vim para que tenham Vida..."
- Jesus, o Cristo

2005-09-12

Caminhos de Luz

Alguns dias atrás, ía eu a caminhar à noite numa rua pouco iluminada, quando me apercebi da minha sombra. O que me chamou à atenção era o facto de ela crescer e diminuir à medida que ía fazendo o percurso. Constatei então, que à medida que passava por um poste de iluminação a sombra desaparecia, começando a crescer à medida que me afastava dessa fonte de iluminação.

Quanto menos luz tinha, mais a sombra crescia, quanto mais luz tinha menos ela aparecia, ou melhor, já não a via, pois ela projectava-se para trás. Esta situação que em criança servia como distração e brincadeira, aplicou-se à minha vida de uma forma mais incisiva.

Quanto mais afastados estivermos da Luz, mais sombras irão assomar-se à nossa vida. Quando a Luz está bem à nossa frente, todas as sombras são projectadas para trás e então podemos verdadeiramente prosseguir.

2005-09-08

Um dia a casa vem a baixo

Símbolo de um "flop" de planeamento urbanístico e imobiliário, as Torres de Tróia serão hoje implodidas, dando origem ao início de um novo projecto de expansão turística.
Verdadeiras fortalezas de aço e betão, não deixam contudo de ser a face visível de uma degradação crescente, a que esta zona havia sido abandonada.

Também na nossa vida, muitos "edificíos" erguemos que nos impedem de prosseguir. Verdadeiras "fortalezas", "torres de menagem" que exibem temporariamente o seu esplendor, mas que o passar do tempo, dos ventos e das tempestadas da vida, as fustigam e abalam, e, então verificamos que não nos proporcionam nem o conforto, nem a segurança, ou o abrigo que esperavamos.

Desolados, procuramos outros abrigos, outros refúgios que realizem e preencham as nossas necessidades.

Coloquemos pois a nossa esperança nAquele que é inabalável e imutável, porque um dia a "casa" poderá vir abaixo, e então, o que sobrará?