- S. Pedro
"Aquilo que fizeres nesta vida, será determinante para a eternidade..." - Russel Crowe in "Gladiator"
2005-07-29
2005-07-28
Manual de instruções
"Chegava lá" por tentativas e comparações e a "coisa" lá acabava por funcionar (o empirismo na sua vertente infantil).
Muitas vezes agimos na nossa vida desta mesma forma. Seguimos os tais modelos que fomos aprendendo e se um não funcionar, voltamo-nos para outro, e outro... e outro, até que a coisa resulte!
Tal comportamento enferma de alguma irracionalidade (no mínimo), no entanto é prática diária.
E, se muitas vezes é difícil pôr a funcionar um qualquer electrodoméstico, ou um equipamento de maior sofisticação, muitas vezes torna-se numa verdadeira viagem de montanha-russa, ao seguirmos este método algorítmico, o querermos por a "funcionar" as nossas vidas, na sua dimensão física, emocional e espiritual.
Mas há boas notícias, Quem criou o nosso "mecanismo" também nos deixou um manual de instruções, para permitir uma excelente "performance". Queiramos pois reconhecer a nossa incapacidade e saibamos utilizar esse manual. Então sim, iremos experimentar verdadeira "qualidade de vida".
2005-07-25
Liberdade, implica direcção!
Mas é muito diferente, para libertar o homem, fazê-lo reinar sobre si próprio.
Mas o que é libertar?
Se eu libertar, no deserto, um homem que não sente nada, que significa a sua liberdade?
Não há liberdade a não ser a de «alguém» que vai para algum sítio. Libertar este homem seria mostrar-lhe que tem sede e traçar o caminho para um poço. Só então se lhe ofereceriam possibilidades que teriam significado. Libertar uma pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma."
- Antoine de Saint-Exupéry
2005-07-22
2005-07-21
Blue light
No reino animal, existe uma classe de seres que sente um particular fascínio pelas luzes azuis. São eles os insectos!
A atracção que esta exerce sobre estas criaturas é absolutamente abismal.
Quem já não viu e ouviu o som característico dos modernos "apanha-moscas", que utilizam aquelas lâmpadas azuis para atrair os insectos para depois literarmente os incinerarem?
E lá vão eles! Uns atrás dos outros e... zzzppp! Então, na nossa arrogância de seres superiores (afinal de contas somos humanos) lá os consideramos terrivelmente "estúpidos".
No entanto, quantas vezes, também nós, somos apelativamente atraídos por luzes, que nos encandeiam, levando-nos a palmilhar caminhos sem destino e que apenas nos levam a encruzilhadas!
Que tipo de luz nos está a alumiar o caminho? Luz para vida, ou luz para morte?
2005-07-18
Lucky Luke
O pai, no esplendor da sua sapiência, lá respondeu: "É porque treina muito!"
Curiosamente este episódio fez-me meditar um pouco sobre as "sombras" que pairam muitas vezes sobre as nossas vidas e que por mais que nos esforcemos, "que treinemos", que perseveremos, por nós próprios, nunca nos veremos livres delas.
Estas sombras que nos perseguem, ocultam-nos o caminho, desvirtuam a nossa percepção da realidade, criando figuras virtuais, formas irreais, conceitos vazios e pressupostos verosímeis mas não verdadeiros.
A única forma que conheço de dissipar essas sombras é através da luz.
A Luz transporta a capacidade intrínseca de dissipar toda e qualquer sombra, todo e qualquer sinal de névoa e opacidade.
Seguir "caminhos de luz", é impossível, se não tivermos a Luz em nós mesmos.
2005-07-15
Servos ou amigos!
Pode ser que um dia o tempo passe... Mas, se a amizade permanecer, um de outro se há-de lembrar.
Pode ser que um dia nos afastemos... Mas, se formos amigos de verdade, a amizade nos reaproximará.
Pode ser que um dia não mais existamos... Mas, se ainda sobrar amizade, nasceremos de novo, um para o outro.
Pode ser que um dia tudo acabe... Mas, com a amizade construiremos tudo novamente, cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre..."
- Albert Einstein
"tenho-vos chamado amigos, pois vos tenho dado a conhecer o que ouvi do Pai." - Jesus.
2005-07-11
Uma direcção, e não apenas soluções passageiras
"A diferença entre solução e direcção é esta: a solução é sempre um remédio passageiro para disfarçar a desgraça. Ao passo que a direcção é a própria dignidade posta nas mãos do desgraçado para que deixe de o ser, e a direcção única é a garantia perpétua dessa dignidade."
- Almada Negreiros
2005-07-07
2005-07-06
A suspeita
As suspeitas, que o espírito de si próprio gera, não são mais do que zumbidos; mas as que são artificialmente alimentadas com histórias e ditos maliciosos, essas possuem venenosos ferrões. Certamente, o melhor meio de abrir caminho na floresta das suspeitas é falar francamente com a pessoa de quem se desconfia; porque assim ter-se-á a certeza de conhecer melhor a verdade do que se conhecia antes (...)"
Francis Bacon, in 'Ensaios'
2005-07-05
Para quem conseguir comentar...eu não consigo!
- Odete Santos, Notícias Magazine (DN), 2005/07/03
2005-07-04
O rigor de Constâncio
E o que tem uma coisa a ver uma coisa com a outra? Vejamos...
Em tempos de absoluta necessidade de credibilização das instituições democráticas, este governo no seu esforço hercúleo de restaurar a dignidade das mesmas, parece não conseguir acertar uma.
Depois da desorientação marcada pelo apresentação de informações divergentes em matéria do Plano de Estabilidade e Crescimento, de responsabilidade directa do governo e do seu Ministro das Finanças, somos agora confrontados com o facto de o chamado "Relatório Constâncio" também ele apresentar discrepâncias evidentes, significativas e graves.
Parece que afinal, os funcionários do Banco de Portugal, andarão a ser muito mal pagos, pois só assim se compreenderá que por falta de manifesta motivação não consigam fazer contas de somar e subtrair.
Mas onde gostaria de centrar a atenção em toda esta questão não é com os erros grosseiros em si, mas para a fiscalização e avaliação destes actos.
Não é da competência da Assembleia da República a fiscalização da actividade governativa?
Não é da responsabilidade da Assembleia da República e dos partidos que a compõe, validar a informação que o governo apresenta?
Para que serve todo o aparelho partidário, todos os departamentos económicos dos diferentes partidos, que não identificam estes erros grosseiros?
Que democracia é esta em que quem tem que trazer à luz estas questões são os "media" (no caso vertente o jornal "Público").
A democracia portuguesa corre perigo evidente.
Senhores Deputados, o país exige que exerçam com responsabilidade as funções para que foram eleitos, se não têm capacidades para as exercer, sejam honestos e renunciem ao cargo.
2005-07-03
2005-07-01
"Eis que estou à porta e bato!"
A porta da felicidade abre só para o exterior; quem a força em sentido contrário acaba por fechá-la ainda mais.
- Soren Kierkgaard
2005-06-30
Ai que Carrilho!
"L'enfant terrible" continua a deixar em franja os nervos de qualquer um, inclusivé dos membros do seu próprio partido. Não é que, depois de toda a sua pose quase "aristogática" (eh! eh!), de intelectual do "jet-set", depois de uma gestão questionável da sua imagem, agora envolve a família em "spots" publicitários.
Jornalistas, "opinion-makers", e outros que tais, aparecem quase que ofendidos na sua própria honra, porque o dito senhor aparece na campanha eleitoral, rodeado daqueles que provavelmente mais gosta: a sua mulher e o filho. E pasmem-se, não é que não foi só numa atitude de posar para a fotografia, mas a própria esposa intervem directamente na campanha e o filho até balbucia algumas palavras!!!
Para o degredo com eles, gritam alguns...
Pessoalmente não nutro grande simpatia pela figura em causa, mas não deixo de estranhar o grau de animosidade que esta questão levantou.
Será interdito a um político obter a contribuição da sua família no exercício da sua actividade?
Será que o que verdadeiramente incomoda a alguns não é a situação particular, mas o princípio da existência de uma família estruturada, heterosexual e bi-parental?
Será assim um exemplo tão terrível a seguir?
2005-06-28
Terra sedenta
As nuvens grossas encobriram o horizonte. O sol não apareceu a despedir-se e a noite vai instalando-se pelas ruas.
Sente-se no ar o cheiro da natureza morta. Da terra emanam odores indecifráveis que me inundam os sentidos.
Normalmente sentiria nostalgia. Hoje, porém, o sentir das gotas de chuva na face nua, o odor ocre das folhas, o barulho das ondas que rebentam na praia, refrigera-me o coração.
Estava sedento desta chuva serôdia, que limpa, fortalece, que trespassa a minha secura, rejuvenesce o espírito e me aconchega a alma.
Estava sedento, mas não estou mais!
Como é bom sentir a Tua presença no silêncio da chuva, que insistentemente bate na vidraça do meu coração.
Como é bom experimentar-Te nas pequenas coisas, nos pormenores da vida, no cheiro a terra humecida, no crepúsculo e no ocaso, no A e no Z, no simplesmente saber que estás, que és, que bem-me-queres...
Obrigado pela água que de Ti brota, pela vida que ela gera, pelo consolo que me trazes...
Estava sedento, mas não estou mais!
2005-06-27
Remorso ou arrependimento
- Honoré de Balzac
2005-06-22
S. João, dá cá um balão...
Montam-se as barraquinhas, preparam-se os comes, porque os bebes já à muito que estão prontos. Compra-se o alho pôrro, o mangerico, o martelinho... O orçamento parco do munícipio, sempre estica e a expectativa para o fogo de artifício é grande. Vem aí a "grande noite" de S. João.
Mas afinal de contas que festa é esta e que santo é este?
Tal como em muitas outras festas e romarias, a festa de S. João não é mais que uma cristianização de uma festa pagã. Símbolos como: o lançamento de balões, as fogueiras, os foguetes, o alho porro encontram-se intimamente ligadas a práticas religiosas do paganismo.
Poderão alguns argumentar que esta celebração é útil em termos sociais, pois cria espaço para que as tensões, os problemas, as preocupações, sejam postas de lado e o povo possa festejar, celebrar, dançar, brincar... Talvez!
Mas, vejamos quem foi S. João Baptista.
Homem simples e austero.Vivia num meio hostil e inóspito; alimentava-se de mel e gafanhotos; tinha um discurso anti-sistema e politicamente incorrecto. Confrontava os seus ouvintes com a necessidade de "arrependimento" e indicava um caminho a seguir, ainda mais excelente. Esta mensagem permanece actual. Nos dias que hoje correm é premente o arrependimento, o mudar de vida, o dizer basta à vida de derrota e sem esperança, aceitando o caminho proposto por S. João: o próprio Jesus!
Então só assim haverá motivos para festejar a vida que dEle recebemos.




