2008-04-10

Tempestades

Pela manhã, enquanto comia os cereais, uma menina partilhava com a sua mãe o quanto a tempestade que tinha ocorrido durante a noite a tinha assustado.
"O que é que Deus estava a fazer durante aquela tempestade, mamã?". Sem dar oportunidade à mãe para responder, ela própria concluiu: "Ele estava a preparar a manhã!"

2008-03-28

Políticos populares

À cerca de 2.400 anos atrás Aristófanes caracterizava um seu discípulo como um potencial político popular, do seguinte modo:



«Tu tens todas as características de um político popular: uma voz atroz, má educação e maneiras vulgares.»



Hummm, onde será que eu já vi isto?

2008-03-22

A morte que gera vida eterna

"Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades: o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados".
- in Bíblia

2008-03-19

Porque é dia do pai


"Herança bendita deste a mim

Para aumentar o seu valor

Como pedras preciosas

Adornar Teu reino, vidas de valor

Que conhecem a Ti Senhor


Como flechas nas mãos do arqueiro os deste a mim

Para lançá-los muito além

Para alcançarem Teu coração

E que te alegrem oh! Deus

Que Te amem e venham Te a adorar

E reflictam o Teu amor

Sejam filhos que saibam Te ouvir, Te obedecer

E que vivam para cumprir o Teu querer."


2008-03-18

A dúvida consequente

«Se uma pessoa começar com certezas acabará com dúvidas; mas se se contentar em começar com dúvidas, acabará com certezas.»
Francis Bacon

2008-03-13

Lamentos na meia-idade?

«A juventude seria um estado ideal se viesse numa altura um pouco mais tardia da vida.»
Herbert Asquith, Político liberal e primeiro ministro inglês.

2008-03-10

A não esquecer...

Quando temos que relacionar-nos com pessoas devemos lembrar-nos que não estamos a lidar com criaturas lógicas. Estamos a lidar com criaturas emotivas, egocêntricas, preconceituosas e motivadas pelo orgulho e vaidade, ou seja, não muito diferentes de nós próprios!

2008-03-06

Os 87 anos

Ao que parece o PCP comemora hoje 87 anos de existência. Para lembrar o feito, foi disponibilizado on-line todas as edições do "avante" editadas antes da sua legalização em Portugal. Tal implicou um árduo trabalho de restauro, porque muitas dessas edições foram impressas em papel tipo Bíblia.
Para quem tanto lutou pelo extermínio do cristianismo, nomeadamente pela destruição de milhões de cópias de Bíblias, não deixa de ser caricato esta peculiaridade. Uma coisa é certa, a Bíblia sempre continuará a cumprir o seu propósito único e universal: o de apresentar o Deus Soberano e de Amor, a uma Humanidade decadente.

2008-03-03

O paradoxo das abelhas

De acordo com todas as leis da física e de todas as leis conhecidas da aviação, é de todo impossível que uma abelha consiga voar. As suas asas são demasiado pequenas para permitir que o seu corpo excessivamente pesado descole do chão. Esta é a afirmação inquestionável da ciência: "As abelhas não podem voar"!
O facto é que as ABELHAS VOAM. Talvez porque para elas não importa o que os homens consideram ser impossível.

- S. Marcos 10: 26-27

2008-02-29

Brilho ou valor

A cerimónia dos óscares deste ano, já lá vai. Ao que parece, como espectáculo mediático ficou aquém das expectativas. Afinal de contas, sempre era o 80º aniversario!
Entre vencedores e vencidos, uma ou outra novidade, as habituais insinuações de carácter político, e sempre, sempre, os eternos agradecimentos, lá foram desfilando os protagonistas do momento, na sua noite áurea.
Vincadamente incrustada, a marca da cerimónia continua: muito 'glamour', muita encenação, muito 'flash', muita luz, muita plástica, muito brilho... O velho cliché impera - "the show must go on".
É então neste frenesim de divinização do "brilho" em que tudo acontece para o qual somos atraídos.
Mas, pensando bem talvez o que importa não é este pegajoso 'gloss' com o qual nos querem deslumbrar, mas sim o valor real das coisas. O valor real do que é verdadeiro e não embuste, do que é autêntico e não uma falsidade encenada.
Perscrutar o "valor" no meio de tanto "brilho" confesso que é tarefa de difícil realização. Talvez porque o "Valor" se afirme por si próprio enquanto o "Brilho" carece de toda uma panóplia de artifícios. Assim, é nos "Óscares"... Assim também o é, na vida!

2008-02-14

Novas "partidas"

Certa vez perguntaram a um atleta de alta competição, qual era o segredo do seu sucesso. Ele prontamente respondeu:
"A melhor maneira de ganhar uma prova é esquecer as minhas vitórias anteriores. Isto elimina o risco de ficar presunçoso. Mas, também é necessário esquecer as minhas derrotas, assim não corro o risco de ficar com medo de perder. Cada corrida é uma nova partida."


"...esquecendo-me das coisas que para trás ficam, e, avançando para as que estão diante mim, prossigo para o alvo..."
- in Bíblia

2008-02-11

Vítima ou sobrevivente?

Provavelmente qualquer um de nós, numa ou noutra circunstância foi reduzido ao papel de vítima. A vida é demasiado "assimétrica" para que qualquer um se possa esquivar a esta realidade, numa ou noutra circunstância.
Talvez a esta condição tenhamos sido forçados por condicionalismos externos à nossa vontade; talvez outras vezes tenhamos sido nós próprios a permitir essa mesma imposição.
Vítimas de injustiça, vítimas de discriminação, vítimas de abuso... vítimas do "acaso"!
Às vezes esta condição de vítima até pode trazer algum conforto... Até talvez possa acarretar alguma discriminação positiva, mas ela implica irremediavelmente uma consequência: a distorção da nossa identidade.
Quando deixamos de nos ver como vítimas e passamos a ver-nos como sobreviventes, o choro transforma-se em canto, a lamúria converte-se em gratidão, os trajes de tristeza modelam-se numa brilhante indumentária de alegria.
Esta é uma escolha individual e interior: serei uma eterna vítima, ou um resistente sobrevivente?

"o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã!"
- in Bíblia

2008-01-24

O Jesus do presépio

De volta para a prateleira... Assim é a tradição lá de casa. Depois dos "Reis", à que empacotar as decorações de Natal. Enrolar, limpar, reorganizar o espaço e pelo caminho, lá encontrar aquela jarra, ou aquele chapéu desaparecido desde o ano anterior.
Assim ficarão (a árvore, as iluminações, as fitas, as bolas, a estrela...), claro está, devidamente acondicionadas (a patroa não deixa por menos) até ao próximo Natal.
O "menino em palhas deitado" rigorosamente acotovelado entre um dos magos e um asno já quase sem cabeça, lá permanecerá, até que "alguém se lembre" novamente dele.
Como é fácil, esquecermo-nos que o "Jesus" do presépio é o Jesus da Cruz e do sepulcro vazio. É o Jesus que de si mesmo afirmou que era "o Caminho, a Verdade e a Vida".
Pilatos, quando confrontado com o "menino" já crescido perguntava com deboche: "O que é a Verdade?"
Pena que não tenha ficado para ouvir a resposta...

2008-01-14

Uma história que não deixa de ser actual!

Um soldado que havia combatido no Vietname durante mais de ano e meio estava de volta a casa. Quando chegou a S. Francisco telefonou aos pais para avisar que já estava no país e que no dia seguinte estaria com eles. Contudo, tinha um pedido a fazer-lhes:

"Tenho um amigo que gostaria de levar comigo", disse-lhes. "Com certeza!" – responderam os pais – "Gostaríamos de conhecê-lo". "Mas há uma coisa que têm de saber" – continuou o filho – "ele foi gravemente ferido em combate e perdeu uma perna e um braço. Agora não sabe para onde ir e eu disse-lhe que falaria convosco para que ficasse a viver em nossa casa."
"Custa-nos muito ouvir isso, filho. Talvez o pudéssemos ajudar a encontrar um lugar adequado para ele." - replicaram os pais. O filho insistiu: "Não, eu quero que viva connosco."
"
Filho, percebemos o que significa para ti, mas não sabes o que estás a pedir. Uma pessoa com esse tipo de limitações... é uma grande responsabilidade para nós... temos que viver as nossas vidas e na realidade isso seria um problema." "É nosso desejo que venhas para casa e que ele siga o seu caminho sem carregar-te com um fardo que não te pertence. Ficaram em silêncio alguns segundos e finalmente o filho desligou o telefone. Os pais ficaram a olhar um para o outro, meneando a cabeça e acabaram por dizer: "Vai ultrapassar isto!"
Dois dias depois receberam uma chamada da polícia de S. Francisco informando que o filho tinha caído de um prédio e que se encontrava em estado muito grave. De imediato os pais correram para o hospital, mas quando chegaram o filho já havia falecido. A polícia então perguntou-lhes, se conheciam alguma razão pela qual o seu filho se quisesse suicidar. Eles, totalmente surpreendidos, responderam que não havia qualquer razão, antes pelo contrário. Quando fizeram o reconhecimento do cadáver, horrorizados, descobriram que o filho só tinha um braço e uma perna.

Ninguém é perfeito .... mas quem quer ser ninguém?

2008-01-08

Bom Ano de 2008

Sem sonhos a vida não tem brilho. Sem metas os sonhos não têm alicerces. Sem prioridades, os sonhos não se tornam reais. Sonhar, traçar metas, estabelecer prioridades e correr riscos são necessários para que os sonhos se tornem úteis e não uma mera construção ilusória.

2007-12-18

Afinal isto é o Natal

«Jesus revela um Deus que nos busca, um Deus que dá lugar à nossa liberdade mesmo quando isso custa a vida do Filho, um Deus vulnerável. Acima de tudo, Jesus revela um Deus que é amor.
Por nós mesmos, algum de nós chegaria à noção de um Deus que ama e deseja ser amado?
Os que foram educados na tradição cristã podem não alcançar o choque da mensagem de Jesus, mas na verdade o amor nunca foi uma maneira normal de descrever o que acontece entre seres humanos e o seu Deus. Numa só vez o Corão aplica a palavra amor a Deus. Aristóteles declarou bruscamente: “Seria extravagante alguém declarar que ama a Zeus” – ou que Zeus amasse um ser humano, da mesma forma. Em fascinante contraste, a Bíblia cristã afirma “Deus é amor” e cita o amor como o motivo principal de Jesus vir ao mundo: “Nisto se manifestou o amor de Deus ao mundo, para que por meio dele vivamos”. »
-Philip Yancey

2007-12-13

A morte que gera vida

Certo homem perdido no deserto e prestes a morrer à sede avistou aquilo que parecia ser um poço abandonado. Num derradeiro esforço arrastou-se até lá onde encontrou uma bomba de água velha e enferrujada. Agarrou a manivela e começou a bombear sem parar. Contudo, nada aconteceu. Desapontado, deixou-se cair. Foi então que notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a e então leu a seguinte mensagem nela inscrita: "É preciso primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa... PS.: Por favor encher a garrafa outra vez antes de partir."
O homem arrancou a tampa da garrafa e lá estava a água. Foi então confrontado com um grande dilema: se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se a despejasse na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia para a próxima pessoa... O que fazer? Deveria arriscar toda a água que tinha, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando?
Relutantemente, despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou na manivela e começou a bombear... a bombear... Mas... nada aconteceu! A bomba rangia e chiava... apenas isso! Então finalmente surgiu um fiozinho de água, depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância, transbordando e saciando-o. Agora que se encontrava restabelecido, encheu a garrafa outra vez para o próximo que ali passasse. Arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela: "Acredite que funciona. É preciso dar toda a água antes de poder obtê-la de volta!"

"A verdade é esta: se um grão de trigo, ao cair na terra, não morrer, ficará somente uma semente isolada. Mas, se morrer, produzirá muitos grãos." - Jesus

2007-12-10

Brincos

"Os homens que furaram a orelha estão mais bem preparados para o casamento: já experimentaram a dor e já compraram joalharia."

Rita Rudner (Cómica norte-americana)

2007-12-07

H2SO4

Ainda que conscientemente não o identifiquemos, o ácido sulfúrico relaciona-se de perto com cada um de nós no nosso quotidiano. Admirados? Incrédulos? Então vejamos...
O ácido sulfúrico é essencial na refinação do gasóleo e gasolina; a luz eléctrica não seria possível sem ele; as torneiras da nossa casa foram niqueladas, o que exigiu a sua utilização; o sabonete que usamos, provavelmente foi feito de gorduras ou óleos tratados com ele; os pelos da escova de cabelo e a celulose dos pentes não se produzem sem ele; a lâmina de barbear foi temperada nele... Convencidos? Ainda não? Continuemos... vamos almoçar...
Os pratos, chávenas e pires se não apresentarem uma brancura irrepreenssível certamente não serão utilizados, também aqui o H2SO4 foi utilizado... A colher e o garfo sofreram um banho de ácido suflfúrico para ficarem prateados. E assim, durante todo o dia o ácido sulfúrico toca-nos a cada instante. Quase que poderiamos afirmar que onde quer que formos, não escaparemos à sua presença.
Então, se mantemos este tipo de relação e dependência com uma mera substância química, porque teimamos em fugir do relacionamento com o Deus que nos criou e que nos ama?

2007-12-03

Ofertas

Quando a única coisa que temos para oferecer aos outros são palavras, então mais vale ficarmos calados...

2007-11-29

Paradoxos

Quantas vezes afastamos os outros de nós, pensando que com isso estamos a proteger-nos, quando na realidade estamos apenas a tornar-nos mais vazios...

2007-11-26

Silêncio inconveniente

"A verdade não é apenas violada pela falsidade; pode também ser ofendida pelo silêncio."
- Henri Frédéric Amiel

2007-11-12

Gente feliz com lágrimas

"Ao bater das 6, já lavada e vestida sentara-se de novo a chorar no banco da cozinha e assistiu à chegada do papá. Pediu-lhe a benção como sempre o fizera. Papá devolvera-lhe numa voz de sono à qual incorporava o resto de contrariedade e revolta. Ergueu-se mesmo para o abraçar e para lhe pedir perdão. Mas como fazê-lo? Nunca tivera qualquer necessidade de abraçá-lo. A única competência de papá, sempre que lidara mais de perto com o seu olhar, consistira no modo como ele enxotava, ralhava e batia nos filhos. Nunca lhe conhecera nenhuma competência para a ternura ou para um distraído sentimento de perdão."

2007-11-05

O elogio devido

Para quem percorrer as terras da Beira Interior, e, tiver a prática como eu, de sempre procurar informações nos "postos de turismo" terá que fazer paragem obrigatória no Posto de Turismo da Covilhã. O espaço exíguo e algo deprimente, depressa é esquecido quando somos atendidos pela funcionária ali presente. No outono da vida, com os seus cabelos grisalhos, fazendo denotar largamente a entrada na casa dos 50, a sua postura, trato e conhecimento da cidade tornaram-se uma fonte inesgotável de conhecimento. Prontamente discorreu com alegria sobre os monumentos, museus, jardins e demais pontos de interesse da cidade. Abordou com autoridade as questões históricas, arquitetónicas e mesmo gastronómicas e culturais.
Mais que uma funcionária pública eficiente, esta senhora é uma amante da sua cidade, com um orgulho imenso nela e que com grande contentamento partilha a sua singularidade com os viajantes.
Aqui fica o agradecimento e um grande bem haja à D. ...

2007-10-29

Politiquices

Se pedirmos a um político que nos diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, o resultado final será a obtenção de 3 respostas diferentes!

2007-10-24

Vitalidade

Recentemente em conversa com um amigo, com idade a tocar o limiar das 85 primaveras, perguntei-lhe: "Então... já tomaste a vacina contra a gripe, este ano?". Ouvi então a resposta pronta da sua boca: "Bem, sabes... não convêm habituar o corpo a essas coisas...!"
Rapidamente arquivei mentalmente uma nota: "não lhe voltar a perguntar destas coisas antes dos 120 anos de idade..."

2007-10-22

Aprisionados

"Ninguém pode contemplar o belo e irrigar a sua vida com sentido se for prisioneiro dentro de si mesmo. Quem está aprisionado exteriormente, por barras de ferro, ainda pode ser livre para pensar e sentir. Quem é prisioneiro interiormente, no âmago de sua alma, além de perder a liberdade de pensar e sentir, perde também o encanto pela vida e esmaga o mais belo elo da existência."
- A. Cury

2007-10-18

A lâmpada eléctrica

Recentemente assisti a um documentário que explicava as diferentes fases do processo produtivo de um objecto aparentemente banal, mas assaz complexo: a lâmpada eléctrica.
Desde Edison, que a lâmpada eléctrica revolucionou os usos da nossa sociedade. Analisar detalhadamente o seu processo, desde o fabrico do vidro até à "tecelagem" do filamento de tungsténio, passando pelos sucessivos testes de qualidade a que estes são submetidos, foi deveras interessante.

Gostava de destacar uma dessas fases... Quando na fase de fabrico do vidro para o "bolbo" da lâmpada, se este não resistir aos testes de vibração e diferencial térmico, este será devolvido novamente ao forno... Então, para o vidro, o processo iniciar-se-à novamente. O alto-forno oferece a possibildade de uma nova utilização e de uma nova oportunidade para o vidro "rejeitado": o de cumprir a sua função com eficácia e vir a incorporar o produto final.
Este processo pode não ocorrer apenas uma vez, mas o seu aprimoramente poderá levar a várias viagens de volta para o forno.

Pena que tantas vezes, não reconheçamos que as "fornalhas" porque passamos, são apenas uma forma de termos novas oportunidades, de sermos refinados, aperfeiçoados, apurados para que o objectivo final de alumiar e dar luz seja conseguido.

2007-10-09

Recortes

[Se chamares experiências às tuas dificuldades e recordares que cada experiência te ajuda a amadurecer, vais crescer saudável e feliz, não importa quão adversas pareçam as circunstâncias. Fica então o desafio: "crescer em conhecimento e graça!"]

[A consciência das nossas forças fá-las crescer. Nunca poderás dizer: "Não sou capaz!" sem primeiro haveres tentado...Esforça-te e tem bom ânimo!]

Os "recortes" endereçados a dois alunos meus , contrastam com o "status" instalado: a decrepidez que a falta de perseverança e a inércia geram.

2007-10-03

Desabafo

Enuncio uma banalidade: "o mundo está a mudar". Hummm...
Fala-se na mudança, na (in)capacidade de gestão dessa mesma mudança, escreve-se e vive-se. Hoje, curiosamente sinto-a! Não falo apenas das alterações climáticas visíveis ano após ano, mas também das alterações dos comportamentos sociais, das metodologias organizacionais, dos paradigmas e referênciais normativos, enfim, da vida que ao nosso lado passa. Consequências de um relativismo exarcebado emergente da sociedade pós-moderna.
Em Biologia, o desaparecimento completo de uma espécie, causada pela destruição do habitat, predação ou pela incapacidade na adaptação suficientemente rápida às mudanças no ambiente natural é denominado de Extinção. Hoje sinto-me neste processo de extinção rápida. Sou confrontado com a velocidade de aceleração deste processo de mudança ao qual sinto-me impotente para o travar... Narcisicamente sempre me considerei apto para lidar com ele, afinal...
A entropia que se gera em todo este processo esmaga qualquer tentativa de impor ordem no caos. A alternativa? Talvez o refúgio com os "monges da cartuxa"!
Bem, pensando melhor, naaaa...
Embora as necessidades materiais e emocionais sejam diferentes das de um passado recente, algo permanece imutável: as necessidades espirituais de cada ser humano. Contudo a resposta permanece eficazmente a mesma: os braços estendidos do Pai!

2007-09-27

Inusitado e despropositado

"Inusitado e desproporcionado", foi assim que Ricardo Costa tentou sacudir a água do capote, após ter levado duas palmadas no rabinho "imberbe", de Santana Lopes.
Afinal de contas, a imagem mediática de um treinador de futebol é bem mais importante do que qualquer consideração, análise ou discussão sobre as fragilidades do sistema político português, o qual é apenas e tão somente a base da democracia representativa do nosso país.
Santana Lopes teve um dia feliz! Pena que dias assim sejam uma excepção e não a regra...

2007-09-24

"Fragmentos" não divulgados do 11 de Setembro

Agosto de 2001, Moshê (nome fictício), empresário judeu, viaja para Israel em negócios. Quinta-feira, dia nove, no tempo que tinha entre duas reuniões aproveitou para almoçar rapidamente numa pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech Georgeno, no centro de Jerusalém.
A pizaria estava cheia. Logo ao entrar, percebeu que teria que esperar muito tempo, tempo esse que não dispunha. Impaciente e ansioso foi abordado por um israelita que o observava, que lhe perguntou se queria ir à sua frente na fila extensa. Agradecido, Moshê aceitou. Fez o pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ouviu um estrondo. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera.
O jovem disse que um terrorista suicída tinha feito explodir uma bomba na pizzaria Sbarro's. Moshê empalideceu. Por apenas dois minutos escapara do atentado. De imediato, lembrou-se do homem que lhe cedera o seu lugar na fila. Certamente ele ainda lá estaria. Aquele homem salvara-lhe a vida e agora poderia estar morto. Correu para o local e encontrou uma situação caótica. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, das quais seis eram crianças. Outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Pessoas gritavam por ajuda, outra tantas acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar. As vítimas ensanguentadas eram socorridas pelos serviços de emergência. Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes e a confusão, mas não conseguiu encontrá-lo. O sentido de gratidão fez com que a importante reunião que o esperava fosse para si insignificante. Percorreu os hospitais mais próximos à sua procura e finalmente encontrou-o na cama de um hospital. Estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que acompanhava agora o seu pai, e informou-lhe do que tinha acontecido. Disse-lhe que faria tudo que fosse preciso por ele. A gratidão por aquele homem ao qual lhe devia a vida era extrema.
Moshê despediu-se do rapaz, deixou o seu contacto com ele para o caso de seu pai vir a necessitar de qualquer tipo de ajuda. Se assim fosse, ele não deveria hesitar em contactá-lo.
Um mês depois, Moshê recebeu um telefonema no seu escritório em Nova Iorque. Era o filho do homem que o tinha salvo. Contou-lhe que o pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para a fazer ficava em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Tratou de tudo para que a cirurgia fosse realizada rapidamente.
Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.

Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo sentido de gratidão e honra pela palavra dada. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila". Mas não. Moshê sentia-se profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo e não foi trabalhar.
Assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001, Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center.

2007-09-18

O exemplo da água


A água não discute com os obstáculos que encontra, ela contorna-os!


Gastar energia com todos os obstáculos que encontramos poderá tornar-se num exercício estropiante e arrasador.

2007-09-12

2007-09-10

5 minutos com...

O frenesim da preparação da volta à escola anda no ar. O infante, a rondar os 7 ou 8 anos descobre na estante apelativa da livraria o título: "10 minutos com o seu filho", entusiasmado grita para a mãe "Mãe, mãe, anda ver isto!". A mãe analisa o livro e fica convencida da sua utilidade. Então num rasgo iluminado e repensando a dimensão da sua descoberta, o aprendiz dirige-se ao atendimento e questiona a funcionária: "A senhora desculpe, mas não existe nenhum livro com o título '5 minutos com o seu filho'?".

2007-09-05

"Visão" estratégica

Habitualmente dizia-se que não poderia haver nada pior numa Organização que um "tonto" com iniciativa. Isto, porque na sua entusiástica actividade, ele iria provocar mais estragos do que alguma coisa que pudesse vir a construir.

Pois bem, hoje em dia existe um outro, bem mais perigoso: alguém "inteligente" sem visão estratégica. Este último é o clássico "inteligente" que lança uma afirmação genial, que leva a que todos se desviem da rota correcta, que provoca confusão, que define novas prioridades, que atrai o auditório mas que nunca chega a destino algum. Nunca obtêm os resultados procurados, nunca consegue dar "fruto" mas ganha todas as discussões e arrazoados e consegue que a sua posição prevaleça.

Importa pois acautelar-nos tanto de uns como de outros.

2007-08-31

Coisas novas

Em 1922 Howard Carter, arquélogo, procurava no vale dos Reis no Egipto, o túmulo de Tutacamon. Após 15 anos, o dinheiro da expedição estava a acabar. Sem nada encontrarem, o ânimo de todos estava de rastos. Até que, quando o desistir era uma realidade que se empunha cada vez com mais força, encontraram uma passagem com 16 degraus. Continuaram a escavar e esses degraus conduziram-nos a uma porta em madeira. Tinham encontrado a entrada para o túmulo. Volvidos 15 anos após o início do seu trabalho, o seu esforço e perseverança eram agora recompensados. Acenderam os archotes e puderam contemplar o seu interior: estátuas grandiosas de pessoas e animais, mobílias, jóias, tronos. À luz ténue dos archotes resplandecia toda a câmara. Por todo o lado cintilava o brilho do ouro puro.
"O que é que vê?" perguntou-lhe o seu assistente. "Vejo coisas novas!" - respondeu. Aparentemente esta resposta não faria muito sentido mas, aquilo que descobriu viria a permitir uma nova abordagem à história da Antiguidade, nomeadamente da civilização egípcia.

O recomeço do trabalho após as férias, o recomeço de um ano, o reinício de algo provoca sempre um novo entusiasmo, uma expectativa elevada, renovada esperança…
Contudo, muitas das "coisas novas" que temos a descobrir já se encontram na nossa posse, apenas a nossa distracção e negligência deixaram que o tempo as soterrasse.
Viver desejando a "última novidade" pode ser frustrante, sobretudo quando não sabemos guardar e valorizar aquilo que já temos.
Mais que uma série de recomeços, gostava de ter uma vida de continuidade evolutiva em que entre o passado e o futuro se pudesse ver no presente do momento, a sombra de um e o esboço do outro.

2007-08-13

Ark - Actions of Random Kindness

Decididamente Hollywood parece não saber lidar com a expressão dos valores cristãos. A exemplo disso é só perder alguns minutos e ler as críticas ao recente filme de Tom Shadyac que agora chega ao nosso país: Evan Todo-o-Poderoso.
Sendo uma comédia ligeira, com alguns 'gags' interessantes, permite de forma descontraída levar o espectador a reflectir sobre a importância dos actos individuais, para a construção de um mundo globalmente melhor. Pegando no relato bíblico de Noé, da arca e do dilúvio, apresenta uma perspectiva diferenciada para o acrónimo ARK - Acts of Random Kindness.
Afinal de contas, a bandeira que tantos levantam da "responsabiildade social" encontra primeira expressão na esfera individual de cada um de nós, ou seja, na nossa própria família e em nós próprios.

Certamente que uma comédia recheada de violência e "falas" sexuadas, à mistura de uma boa selecção de um palavreado onde o "F..." fosse a maiúscula de eleição, traria o reconhecimento e a aceitação. Nada a que já não estejemos acostumados!

Sem dúvida para ver numa tarde de verão em família, quando o sol se nega a convidar-nos na incursão a banhos!

2007-08-11

Sarajevo

Um reporter estava a fazer a cobertura jornalística da guerra em Sarajevo, quando viu uma menina ser alvejada por um atirador. Prontamente largou o que tinha com ele e correu em sua direcção. Quando lá chegou, já se encontrava um outro homem com ela nos braços. Prontamente ajudou-os e levou-os no carro em direcção ao hospital. O homem então gritou "Por favor meu amigo, mais depressa, a minha filha ainda está viva". O jornalista acelerava tanto quanto podia. Novamente gritou: "Por favor, mais depressa, a minha filha ainda respira". Mais adiante, gritou ainda mais alto "Mais depressa, a minha filha ainda está quente". Finalmente disse... "Oh meu Deus, a minha filha está a arrefecer".
Quando finalmente chegaram ao hospital, a menina tinha morrido.

Os dois homens encontravam-se agora no w.c. lavando as mãos e roupa ensanguentada. O homem diz então ao repórter: "Agora, tenho algo ainda mais difícil a fazer. Dizer ao pai desta menina que sua filha morreu. Ele vai ficar de rastos".

O reporter reagiu surpreendido: "Mas... ela não era sua filha?". O homem olhou para ele e respondeu: "Não, mas não são eles todos nossos filhos?"

2007-07-27

Mulheres e carros

Há coisas que decididamente não se mesclam: mulheres e carros é certamente uma delas.
Aqui fica um dos muitos possíveis exemplos reais:
Duas amigas procuravam os melhores preços para pneus para o carro de uma delas.
Quando questionadas pelo vendedor dos pneus quanto à medida da jante, resposta pronta de uma delas: "O meu carro não tem jantes, tem tampões!"

Sem comentários...

2007-07-24

Um caso de cidadania

“Um homem sem um país é um exilado no mundo; um homem sem Deus é um órfão na eternidade” (Henry van Dyke).

2007-07-21

Oportunidades

Conta-se a história de uma empresa que fabricava calçado, que estava a desenvolver um projecto de internacionalização. Um dos países que mereceu particular atenção foi a Índia.
Assim, foram enviados dois consultores para o terreno para avaliarem o potencial de crescimento do mercado e qual a estratégia de entrada nesse mesmo mercado. Estes foram enviados para duas cidades diferentes da Índia, uma no norte outra no sul.
Após alguns dias de avaliação e pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte email para o Director de Projecto: "Ex.mo Sr., cancele o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui, NINGUÉM usa sapatos."
Quase que simultaneamente o segundo consultor informava nestes termos o Director de Projecto: "Exmo Sr., tripliquem o potencial inicial considerado como premissa para o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos AINDA".

A mesma situação era um obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para outro.
A questão pois, não se coloca no julgamento do que é certo e errado perante a constatação de um facto, mas sim se o convertemos num problema ou numa oportunidade.
Alguém dizia que "os tristes acham que o vento geme. Os alegres, que ele canta."

Que melodia gostamos de ouvir, o do queixume e derrota, ou o da conquista e vitória?

2007-07-17

Para um mundo melhor

Conta-se a história de um jovem que ao constatar todo o sofrimento existente no mundo, queixa-se a Deus amargamente: "Até mesmo EU conseguiria fazer um mundo melhor que este".

A resposta de Deus não tardou: "Isso era o que supostamente TU deverias estar a fazer!"

2007-07-11

S. António, S. João, S. Pedro, S. ...

Certa vez, uma menina visitava uma esplendorosa catedral com sua tia.
Já era o final do dia e o sol estava a pôr-se. Então alguns raios de sol cruzaram os vitrais onde se podiam ver alguns santos. A menina então perguntou: "Quem é aquele?", "É S. Pedro", respondeu a tia. "E aquele?", inquiriu! "É S. João"! "Hummmm... Então e aquele?", apontou. "Aquele é S. Tiago", explicou-lhe a tia, com um certo orgulho pela curiosidade de sua sobrinha. Então com um sinal de satisfação a menina exclamou: "Ah! Agora já sei o que é um santo. É alguém através do qual a LUZ brilha".

2007-07-07

Live Earth



"A Terra não é uma herança dos nossos pais, mas sim um legado para os nossos filhos."

2007-07-05

Fé em quê?

A tez enegrecida pelas décadas de exposição solar, o lenço desbotado sobre a cabeça, encobria as brancas de uma melena revolta. A magreza que aparentava, salientava os olhos fixos no sacerdote. De quando em quando balbuciava algumas palavras, não totalmente perceptíveis mas certamente como expressão da sua adoração. À medida que a cerimónia litúrgica decorria, os joelhos assentes na lage fria da capela das aparições, não vacilavam. Assim estava esta mulher, numa demonstração extrema de religiosidade e sinceridade. Um misto de sensações assolou-me, desde a comoção inicial ao choque...
A curiosidade que me tinha levado aquele lugar, foi substituída pelo confronto com a realidade da demonstração de uma tão sincera devoção.
Este quadro fez-me pensar na importância da conjugação do culto racional e da expressão da fé. Que valor tem a fé per si? Ainda que imbuída de toda a genuinidade e sinceridade, que poderá ela produzir?
É ela um fim em si mesmo?
Não poucas vezes têm-me dito "o que importa é termos fé". Será mesmo assim?
As palavras do texto bíblico vieram então à minha mente "...olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé...".
Afinal de contas, não será esta a questão que importa aquietar: "fé em quê? fé em quem?"!

2007-06-29

A arte do elogio

Entre muitas das minhas incapacidades, a dificuldade da prática do elogio é uma das que mais se salienta. Não me é fácil elogiar. Não me é fácil tecer louvor em reconhecimento de outrém, verbalizar admiração pela realização daquilo que não seja "absolutamente extraordinário".

Não estou a falar do elogio gratuito ou banal, ou da adulação interesseira. Estou a falar do reconhecimento sincero que nos faz aplaudir, entusiasmar e transmitir esse nosso reconhecimento aos outros.


Alguém dizia que apenas quando elogiamos tornamo-nos merecedores de exercer crítica. Talvez assim seja. Gosto no entanto de pensar, que aquilo que poderá ser importante neste processo seja acima de tudo o "falar verdade". E este é o busílis da questão. O exercício da verdade no elogio!

Como a prática do elogio é um importante factor motivador, encorajador e de estímulo, esta tem sido uma batalha que procuro não perder.

Ao procurar alguma das razões para esta dificuldade tenho isolado uma: a distracção! Não uma desculpa, mas uma real constatação!

Sou particularmente distraído. Sou particularmente desatento aos pormenores que dão consistência, que pela sua realização trazem ordem, que produzem harmonia e conforto. Talvez uma atenção redobrada ao esforço, à dedicação ou à simples verificação das realizações dos outros, permitiria facilitar o fluir do elogio. Mas tal exige disciplina. Mas como além de distraído sou indisciplinado, então a coisa realmente complica-se...


Um último apontamento. Etimologicamente, a palavra elogio deriva da palavra latina elogium, que significa epitáfio ou inscrição tumular. Talvez seja por isso mesmo que é tão fácil elogiar na morte e tão difícil fazê-lo em vida! Mas qual será mais importante? As palavras expressas e acolhidas no coração daqueles que são objecto da nossa admiração ou aquelas gravadas na pedra gélida de uma qualquer construção sepulcral?

2007-06-19

Acção vs reacção

Sydney Harris conta a história que presenciou quando acompanhava um amigo até ao quiosque onde habitualmente este comprava o jornal.
O amigo cumprimentou o "ardina" amavelmente, mas em troca recebeu um tratamento rude e mal-educado. Pegou no jornal que foi atirado na sua direção, então sorriu delicadamente e desejou um bom fim de semana!
Quando os dois amigos já desciam a rua, Sydney perguntou:
- "Ele trata-te sempre com tanta má educação?"
- "Sim. Infelizmente é sempre assim..."
- "E tu és sempre tão amável com ele?"
- "Claro!"
- "Porque é que és tão educado com ele, quando ele é tão agressivo contigo?"
- "Porque não permito que ele decida como EU devo agir."

"Engano é tudo o que há no coração dos que só se ocupam em maquinar o mal. Mas há alegria transbordante na vida dos que procuram construir a paz" - Provérbios 12:20

2007-06-18

Investimento reprodutivo

"Abre os olhos e procura um homem ou um trabalho para o bem dos homens, que precise um pouco de tempo, um pouco de amizade, um pouco de simpatia, um pouco de sociabilidade, , um pouco de esforço humano. Procura e vê se não há algum lugar onde possas investir a tua humanidade."
- Albert Schweitzer

2007-06-14

Déficit de exigência

Pela primeira vez estive presente na avaliação final de um "Conselho de Turma". Sem entrar em consideração na postura dos colegas presentes nas várias reuniões, uma característica quase comum veio à superfície: o da benevolência! Mesmo eu, que longe de ser um "mãos largas", quando solicitado a emitir parecer face aos casos mais periclitantes, encontrei-me embuído desse mesmo espírito. Pontualmente, lá ía aparecendo uma voz discordante face à maré displicente de alguns dos docentes, mas (in)justamente marcada tão somente pelos indicadores de comportamento.
Mas então, e a exigência e o rigor? E... o premiar o mérito e penalizar o demérito?
Esta "onda" condescendente é porventura a marca de todo um sistema de ensino, que paulatinamente fenece. Os nossos padrões de exigência estão a diminuir. Ocorre a generalização do sentimento de marasmo, de apatia, de estagnação.
Assim, vamos vivendo a vida. Desejando pouco, procurando nada. Assimilamos o que os outros nos apresentam sem questionar, sem tentar desvendar o significado das coisas, desde que tal ajude à melhoria, ou pelo menos, à manutenção do nosso "status quo".
Amordaçamos a consciência que em vão nos alerta para os perigos dos valores que se perdem, adormecemos o instinto de discernir o bem e o mal... Entramos na onda do facilitismo, da aparente consternação pela inacção dos outros e assim sucumbimos à "obesidade moral" que invade a nossa comunidade.
Estamos "gordos" de conceitos, de definições, metafisicamente super-nutridos, contudo neste processo perdemos o significado da existência humana... a relação com o seu Criador!

"Quanto mais reflectia, tanto mais cresciam as labaredas da agitação em mim. Até que finalmente, falei e supliquei a Deus: 'Senhor ajuda-me a compreender como é curto o meu tempo sobre a Terra, e como eu sou frágil. Aos teus olhos, a minha vida pode medir-se como que a palmos. O tempo da minha existência é como nada para ti. Na verdade o ser humano, por mais bem estabelecido que esteja na vida, é frágil como um sopro. É como uma sombra. Em vão correm atarefados de um lado para o outro, e amontoam fortunas para serem afinal gastas por outros. Assim, Senhor, em quem posso eu esperar? Tu és a minha única esperança'"
- Salmo de David, Tradução "O livro"

2007-06-13

O silêncio desejado

O tempo insinuante e persistente, assume no calcorrear do imenso turbilhão do agir, a sua implacável presença. Quem permitirá opor-se-lhe? Faz-se presente em acções indiferentes e banais, não se furta nas consequentes, está presente nas de evasão e escape. Assim faz prevalecer a sua vontade !


No hiato de silêncio que imperou neste espaço virtual de "pseudo comunicação", semana após semana, mês após mês, a escassez da partilha tornou-se evolutiva e austera, até à completa extinção.


Majestosamente emergiu o império das prioridades reais, o qual facilmente se impôs face às oportunidade virtuais.


Assim o foi! Creio que assim deverá ser, para que no insano artifício verborreico, haja o desejável equilíbrio, e, no discorrer da "tinta" sobre o "papel branco" evidencie-se não uma leviandade discursiva, mas apenas e somente a "impressão" da tradução da existência vivida.


Assim, certamente poder-se-à sempre e em toda a circunstância, prontamente responder à eterna interpelação: "Quo vadis" - onde vais?

2007-03-09

O cajado

Certo dia, quando levava sua classe para uma aula na floresta, o professor notou um velho homem sair de sua cabana. Seguiu-o com o olhar e viu-o mancar até um riacho com uma forte corrente. Admirado, viu a sua dificuldade em entrar e em chegar até ao meio, tomar banho e voltar. Isso deixou-o muito curioso, já que seus jovens alunos não conseguiam enfren­tar uma corrente tão forte.
Aproximou-se então do velho e perguntou-lhe como conseguia tal proeza. Enquanto conver­savam, apercebeu-se que o homem era cego, tornando assim ainda mais fascinante o feito.
O velho homem descreveu seu sucesso com o riacho da seguinte forma: 'Tenho um cajado que uso para me guiar. Coloco-o à minha frente; se a terra for firme, sinto a terra em sua volta, então, coloco meu pé onde ele estava, e sei que estou seguro. Depois coloco o cajado mais para frente e repito o processo. Assim vou progredindo. Eu sigo o meu cajado!
Vou aonde ele me leva, pois sei que com que ele estou seguro. Eu sigo-o até a água e novamente de volta, pois ele me conduz em segurança.'
O professor agradeceu ao homem mas quando se despedia, o homem chamou-o de volta e disse-lhe: 'Ainda não terminei. O problema com a sua geração é que vocês não têm um cajado.'

Muitos "recursos" são evocados, nesta era pós-modernista que apontam para soluções divergente, na tentativa de nos transmitir segurança, confiança e propósito para a nossa vida. Que "cajados" têm conduzido a nossa vida?
Atravessar a vida sem um "cajado", nada que se possa seguir, sem nenhum paradigma ou refencial, apenas poderá conduzir ao desnorte, insegurança e por fim ao "afogamento".
Jesus afirmou que era o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele é, a figura esplendida do "cajado" que aponta direcção para a plenitude da vida.

2007-02-22

Feridas

Num ápice de entusismo ou solidariedade, num rasgo de benevolência altruísta, num soprar de imediato socorro, muitas vezes encontramo-nos a querer tratar da ferida, da mágoa, da dor de outrém. Apesar de todo o voluntarismo, às vezes nossa pouca destreza, a nossa desajeitada incursão apenas faz propalar o estado de quem está à mercê desse mesmo infortúnio.
A solicitude de auxílio deverá contemplar a nossa capacidade efectiva de não apenas curar a "ferida exposta", mas sim sarar por completo todo o "corpo".

"Não devemos tocar numa ferida se não tivermos como curá-la".
- Ernest Hello

2007-02-16

Desilusão

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se nas mãos dos maus os poderes, o homem chega a desanimar-se da virtude, de rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto!
- Ruy Barbosa

Há dias assim...

2007-02-05

A beleza

Tanto quanto crescer em ti o Amor, tanto crescerá em ti também a Beleza, pois o Amor é a Beleza da alma.
- Aurélio Agostinho

2007-02-01

Para nós, parabéns


"Até amanhã
Sei agora como nasceu a alegria, como nasceu o vento entre os barcos de papel,
Como nasce a água ou o amor quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma à roda do corpo que desperta, sílaba espessa, beijo acumulado, amanhecer de pássaros de sangue.
É subitamente um grito, um grito apertado nos dentes, galope de cavalos num horizonte onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:a juventude, o vento e as areias. "
- Eugénio de Andrade, in 'Até Amanhã'


1Co 13:13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

2007-01-30

Do sonho à visão

A capacidade de sonhar é inata em cada um de nós. Acalenta o interior, desperta os sentidos, instiga ao futuro. No entanto, será absolutamente efémera se não vier acompanhado de acção concreta, de um plano de realização, de uma predisposição à acção. Se assim for, deixaremos de ter apenas um sonho e passaremos a ter uma "visão"!
Ou seja, dito de outra forma, uma "visão", sem uma acção associada não passará de um sonho. Por outro lado uma acção ou tarefa sem visão, nunca deixará de ser uma tarefa enfadonha, repetitiva e muitas vezes vazia de significado. No entanto, em conjunto, visão e tarefa poderão tornar-se a esperança do futuro.
Por isso, não deveremos apenas saber "o que fazer", mas também o "como", "porquê", "com que frequência" e "quão bem" o faremos.
Desta forma, poderemos contagiar os outros neste percurso de realização e construção.

2006-12-18

Recomeços


"Deus criou as quedas de água para nos ensinar quanta força e renovação podemos extrair de nossas próprias quedas."

2006-12-14

Diário de uma Bíblia

Na passada semana passei pela Fnac, quando encontrei, para meu espanto, o livro em destaque: a "Bíblia". Habituado a ver imensas prateleiras com uma profusão de temas sobre esoterismo e outros que tais, o meu pasmo foi genuíno.
Mais uma demonstração da mercantilização da quadra que se avizinha.
Assim gostaria de deixar o diário "possível" de uma Bíblia, igual a tantas outras que ocupam espaço na biblioteca de tantas casas portuguesas:

Diário de uma Bíblia.
20 de janeiro - Passei uma semana calma. Nas primeiras noites do Ano Novo, meu proprietário leu-me diariamente, mas agora parece que me esqueceu.
16 de fevereiro - Hoje foi limpeza geral. Fui desempoeirada como outros objectos e delicadamente colocada no meu lugar.
24 de março - Fui utilizada depois do pequeno-almoço pelo meu proprietário. Ele analisou alguns trechos e levou-me ao culto.
08 de maio - Hoje foi um dia duro de trabalho. Meu proprietário dirigiu um estudo Bíblico e teve que procurar vários versículos. Raras vezes os encontrava, mesmo estando todos no lugar de sempre.
01 de junho - Hoje alguém colocou um trevo de quatro folhas entre minhas páginas.
29 de junho - Fui colocada, juntamente com roupas e outros objectos, dentro de uma mala. Parece que estamos de viagem de férias.
10 de julho - Ainda estou na mala, embora quase todos os outros objectos já tenham sido retirados.
15 de julho - Estou novamente em casa, no meu velho lugar. Foi uma viagem cansativa. Não percebo porque tive que participar nesta viagem.
10 de agosto - Hoje fui utilizada pela Ana. Ela escreveu a uma amiga e procurou um versículo para ela, pois seu pai tinha falecido.
20 de agosto - Novamente fui desempoeirada.
........

E se a tua Bíblia pudesse contar a sua história? Seria diferente desta?

2006-12-05

Morte ou vida... Será a escolha difícil?

O que recomendarias ou pensas que se deve fazer perante os seguintes cinco casos de gravidez?

1. O pai é asmático, a mãe está tuberculosa. Têm quatro filhos. O primeiro é cego, o segundo é surdo, o terceiro morreu e o quarto tem tuberculose. A mãe está grávida de novo.
Recomendarias o aborto nesta situação?
2. Um homem branco viola uma menina negra de 13 anos e esta ficou grávida. Se fosses o pai desta jovem. Recomendavas-lhe o aborto?
3. Uma senhora está grávida; já tem muitos filhos, dois deles morreram, o seu esposo está na guerra e a ela resta-lhe pouco tempo de vida. Recomendarias o aborto a esta senhora?
4. Um pastor e a sua esposa enfrentam problemas económicos muito fortes, já têm 14 filhos, são realmente pobres. Considerando a sua extrema indigência. Recomendarias à esposa que abortasse o seu décimo quinto filho?
5. Uma jovem está grávida; não está casada e o seu noivo não é o pai do bebé.
Recomendarias que abortasse?

Conclusões: Se respondeste que (SIM) em alguma das situações anteriores, lê o seguinte:

No primeiro caso se assim procedesses, terias morto Beethoven.
No segundo caso terias assasinado uma das cantoras negras mais famosas: Ethel Walters
No terceiro caso, João Paulo II não teria chegado a nascer.
No quarto caso: John Wesley, um dos grandes pregadores do sec. XIX não teria chegado a ver a luz do dia.
Por último, no quinto caso acabarias de "matar" JESUS CRISTO.

Talvez valha a pena pensar nisto!

2006-12-04

Pelo caminho certo

"Todos nós sabemos que um homem que se tenha perdido numa parte desconhecida da cidade, especialmente se for à noite, nunca mais consegue caminhar direito através das ruas. Alguma força desconhecida parece impeli-lo, a cada momento, de virar para outra rua que encontre no seu caminho".
Não deixa pois de ser impressionante que muitos continuem a procurar DEUS, sem quererem passar por JESUS.

2006-11-29

Assim vai a nossa "língua"

Depois do "simplex", temos agora a "flexigurança". Não há dúvida que este governo, aprimora cada vez mais o seu entusiasmo pela preservação da língua materna. Certamente que estes (como direi?)... "neologismos", terão levado o crivo da nova "tlebs". Dúvidas?

2006-11-21

Mais uma vez: o sonho

"Os sonhos não determinam o lugar onde vão chegar, mas produzem a força necessária para vos tirar do lugar onde estão. Sonhem com as estrelas para que possam pelo menos pisar a lua. Sonhem com a lua, para que possam pisar pelo menos os altos montes. Sonhem com os altos montes, para que possam ter dignidade, quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações."

2006-11-16

Linguagem e comunicação eficaz

Quanto mais desenvolvermos a habilidade de levar os outros a compreender-nos, mais aumentará a possibilidade de nos tornarmos úteis.
Certamente na nossa sociedade, onde a cooperação entre homens se torna necessária até nos assuntos mais simples, é mister antes de tudo que eles se entendam. A compreensão nasce principalmente da linguagem. Por isso devemos aprender a usá-la, não de maneira tosca, mas com critério.
- Owen D. Young

2006-11-15

O que me preocupa

"A maioria das pessoas preocupa-se com passagens da Bíblia que não entende, mas as que me preocupam são as que eu entendo"
- Mark Twain

2006-11-13

No monte

Por muito alto que subamos teremos sempre que descer aos pés dAquele que nos ama.

2006-11-03

Eficácia

"... Em quase todos os objectivos, a paixão pelo mesmo salvar-te-á. Se insistires bastante quanto ao resultado, podes ter a certeza de o atingir. Se desejares ser bondoso, serás bondoso. Se desejares ser rico, serás rico. Se desejares ser instruído, serás instruído. Somente deverás desejar realmente estas coisas, e desejá-las, com exclusividade. Não desejes com idêntica paixão, uma centena de outras coisas incompatíveis."
- William James

2006-10-30

(Ir)radiações


Já pensaste que a tua vela não perderá luz ao acender outra?

"Nenhuma pessoa foi jamais honrada por algo que recebeu. A honra foi a recompensa por algo que deu".
- Calvin Coolidge, presidente americano

2006-10-26

Os Grandes Portugueses

Consultando a lista proposta de personalidades do evento "Os Grandes Portugueses", levado a efeito pela RTP, constatei que não existia qualquer referência a "João Ferreira de Almeida".
Deixo aqui o desafio para que os interessados desta "nossa" blogosfera, votem e escolham este homem que sem dúvida é um marco na nossa História, perdurando o seu legado nas casas de milhares de portugueses.

2006-10-25

A matemática das emoções


"Os bons alunos aprendem a matemática numérica, os alunos fascinantes vão mais além: aprendem a matemática da emoção, que não dá resto zero, e que rompe com a regra da lógica. Nessa matemática, só se aprende a multiplicar quando se aprende a dividir, só se consegue ganhar quando se aprende a perder, só se consegue receber quando se aprende a dar."
- Augusto Cury

2006-10-23

Perfume de uma flor



"Todos querem o perfume das flores, mas poucos sujam as suas mãos para cultivá-las".
- Augusto Cury

2006-10-19

O candeeiro

Um homem chegava a casa à noite, depois de um fatigante dia de trabalho. Ao aproximar-se da porta de casa perdeu a chave.
Começou então a procurá-la perto do poste de luz. Os vizinhos que passavam, viram a ansiedade deste homem e per­guntaram-lhe o que tinha perdido. Prontamente, começaram a ajudá-lo. Finalmente, um dos vizinhos perguntou-lhe:
- "Onde foi que perdeu a chave?"
- "Foi ali perto da casa", respondeu o homem.
- "Se perdeu a chave perto da casa, por que é que a está a procur aqui, perto deste poste de luz?"
- "Não consigo ver nada onde a per­di; só vejo bem aqui perto desta luz", respondeu o homem.

Como homens e mulheres, todos temos uma necessidade prioritária na vida: a de amor e de aceitação. Nesta busca, a nossa tendência é de procurar no lugar mais fácil e de aparente conforto, onde possamos facilmente ver com os nossos próprios olhos. Onde possamos ter o controlo.
No entanto, aquilo que perdemos só será encontrado quando na nossa busca, nos despreendermos da nossa própria concepção e imagem tantas vezes grotescamente desenhada. Então, corajosamente nos lançamos no "escuro". É então, nessa escuridão que a Luz poderá brilhar mais, iluminando a chave que haviamos perdido: a chave da vida.

2006-10-12

in focus

Nós portugueses, temos o ditado "matar dois coelhos com uma cajadada".
Sendo uma expressão tipicamente reveladora da "lei do menor esforço", granjeia facilmente adeptos.
No entanto, o mais comum será a impossibilidade de o praticar, até porque se perseguimos dois coelhos ao mesmo tempo, muito provavelmente ambos escaparão. A tendência natural, para alguns manterem-se "desfocados" do importante, provavelmente levará a que no final o resultado seja o vazio.
Os domadores de leões, sabem bem isto. Certamente já repararam que no circo o domador, normalmente faz-se acompanhar de dois objectos: o chicote e o banco. O chicote, facilmente se percebe porquê, no entanto o banco nunca tinha percebido a razão.
A verdade é que ao colocar um banco de 4 pernas defronte do leão, o animal tenta focalizar as quatro pernas ao mesmo tempo. Como não consegue, ele paralisa.
Daí a pergunta: "Em que tens focalizado a tua atenção, a tua energia, os teus recursos?".
Se oscilar entre dois objectivos ou alvos divergentes, muito provavelmente nenhum será alcançado, ficando apenas o sentimento de esforço em vão e a frustração.

2006-10-11

Castelo Branco

Descobri que em Castelo Branco existem apenas 3 estações (quando o normal seria que existissem 4): o Verão... o Inverno... e a Estação do Caminho de Ferro.

Aqui fica o agradecimento ao Sr. J. pelo esclarecimento!

2006-10-06

Quando o sonho comanda a vida

Robert Woodruff ocupou a presidência da Coca-Cola entre 1923 e 1955. Durante esse período, desejava que a Coca-Cola estivesse ao alcance de todos os trabalhadores americanos em todo o mundo, por 50 centavos de dólar, independentemente do custo que a empresa tivesse que suportar. Era um objectivo sem dúvida ousado!
No entanto, não era nada, quando comparado com o seu ojectivo maior: que "todas as pessoas no mundo tivessem a possibilidade de experimentar uma Coca-Cola".
Esta visão e desafio foi passada a toda a organização e o seu sonho perdura (porventura não muito longe da concretização). E tudo isto por causa de uma simples bebida.

E nós, o que gostariamos que todos pudessem conhecer e experimentar. Que qualidades deveria ter um "produto" para que nos impulssionasse a ter esta mesma visão e este empenho? Que "sonho" seria possível nos motivar, impulsionar. Afinal de contas o que nos faz "sonhar"?

2006-10-04

O iníco

Quando ontem li pela manhã, não acreditei. Certamente seria alguma "gafe" ou a interpretação de algum jornalista menos isento. No entanto a confirmação verifica-se no "Jornal da Noite": A Igreja Católica Apostólica Romana não tomará posição quanto ao referendo ao aborto, dado não entender que esta seja uma questão religiosa mas sim de ética.

Alguém me quer fazer o favor de explicar o que se passa na cabeça destes "iluminados sacerdotes"!

2006-10-02

Voar


Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar . - Helen Keller

Porque hoje é 2.ª feira

O pensador positivo, o optimista, não recusa reconhecer o que é negativo, mas sim permanecer no negativo. Ele espera que o melhor resultado surja da pior circunstância, logo, não são as circunstâncias que determinam o seu estado de espírito.
Individualmente, há lugar a que cada um decida como cada circunstância irá influir o seu interior.
A decisão é sempre individual e intransmissível!

2006-09-28

Perseverança

1968, Jogos Olímpicos na Cidade do México. À medida que os atletas se preparam para a maratona, os comentadores especulam quem será o vencedor. A maioria das atenções centra-se em Mamo Wolde da Etiópia. E com razão! Na verdade seria ele a ganhar a prova, mas não seria o único vencedor nesse dia.

O juiz dispara a pistola e os atletas iniciam a corrida à procura da medalha de ouro. Um desses atletas é John Stephen Akhwari da Tanzania. A determinada altura ele vê-se envolvido no meio de outros atletas, cai e lesiona gravemente a perna. Com profunda angústia ele vê os outros atletas passarem por ele...
John Stephen Akhwari não vencerá a maratona nesse dia. Mas terá falhado?

Vamos para a parte final da corrida... Wolde, ganhou a prova. Uma hora depois, começa a anoitecer e os últimos espectadores abandonam o estádio. De repente a sua atenção é despertada pelas sirenes da polícia. A porta de entrada dos maratonistas abre-se e por incrível que pudesse parecer, um último maratonista solitário entra cambaleante no estádio para a última volta. É John Akhwari. Contorcendo-se com dores, a passo lento, coxeando em cada passada, sabendo que já não pode vencer a corrida, mesmo assim ele continua. Finalmente atravessa a linha de chegada e cai estatelado.

"Porquê?" - perguntarão alguns. "Porque é que ele não desistiu depois de se ter magoado?" Afinal de contas ele já não poderia vencer a corrida.
A resposta de John é assombrosa:"O meu país não me enviou à Cidade do México para iniciar uma corrida, mas sim para acabar a prova"...

Que arma poderosa é a perseverança.

2006-09-26

E tu, que farias?

Num processo de selecção e recrutamento, num teste escrito foi colocada a seguinte:
"Você está a conduzir de regresso a casa numa perigosa noite de tempestade. A tempestada aumenta a cada minuto de intensidade. Entretanto, ao passar por uma paragem de autocarro, vê três pessoas tentando abrigar-se, à espera do próximo autocarro:
a) uma velha senhora que parece estar à beira da morte;
b) um médico que lhe salvou a vida no passado;
c) a pessoa dos seus sonhos.
Você só pode levar uma pessoa no carro. Quem escolhe? Por favor, justifique sua resposta".

Agora para, e pensa bem! Qual seria a tua escolha?

Este teste é bastante interessante, na medida em que é um de teste de personalidade. Cada resposta tem um significado, não existem respostas erradas...
A escolha poderia ser a de dar prioridade à senhora que estava para morrer. Ficaria com a consciência tranquila. Ou então a escolha poderia recair sobre o médico, porque ele salvou-te a vida no passado, e esta seria a oportunidade de mostrar gratidão. No entanto, poderias estar a comprometer o teu futuro e a tua felicidade se não escolhesses o amor da tua vida...

O candidato que respondeu melhor e foi contratado entre 200 candidatos não precisou sequer de justificar a sua resposta. Ele simplesmente respondeu: "Daria a chave do carro ao médico, deixava-o levar a velha senhora para o hospital e ficaria à espera do próximo autocarro com a pessoa dos meus sonhos".

Às vezes, ganharíamos muito mais se estivéssemos dispostos a abrir mão do nosso "status", dos nossos interesses pessoais e do nosso conforto em favor dos outros!

2006-09-22

Para quem acha um disparate a avaliação dos professores

Embora pareça ficção asseguro-vos que não foi:

A professora interpela a funcionária: "A menina desculpe, mas sabe-me dizer onde fica a Plátano Editora?"
M. responde: "Na Rua Guerra Junqueiro, professora." - perante o não compreender da docente, reforça: "É uma transversal da Rua do Campo Alegre". Como não se fazia "luz", completou: "Junto à sinagoga!"
"Sinagoga, humm!", exclamou a professora e continuou: "Olhe, isso é um restaurante não é?"

2006-09-20

Dar à "luz" em tempo de "trevas"

A História regista os esforços de Thomas Edison para inventar a lâmpada eléctrica. As suas primeiras experiências (cerca de 6.000) não foram exactamente um sucesso.
Um dia, quando inquirido, se tal sucessão de erros não o tinham desanimado ele repondeu: "De modo algum, agora estou bem informado de 6.000 maneiras como não proceder, para descobrir o que procuro."
T. Edison sabia que os nossos aparentes fracassos podem transformarem-se em trampolins para o futuro.

2006-09-18

(Im)possibilidades

Ter os bolsos vazios, nunca impediu ninguém de prosseguir; somente corações e mentes vazias o poderão fazer.

2006-09-14

"Assassinei a minha avó"

O presidente norte-americano, T. Roosevelt foi um homem de acção, no entanto não deixou de ser um excelente ouvinte, sendo esta uma característica que também apreciava nos outros. Certo dia, num jantar de gala, cansado de receber gracejos formais e vazios quando abordava as pessoas para as cumprimentar, começou a cumprimentá-las com um sorriso, dizendo: "Assassinei minha avó esta manhã". A maioria das pessoas, bastante nervosas por estarem com o Presidente na mesma sala, mal ouviam o que ele dizia. Um diplomata, contudo ouviu!
Depois de ouvir o comentário do Presidente inclinou-se e segredou-lhe ao ouvido: "Tenho a certeza de que ela recebeu o que merecia"...
A única maneira de descobrir o que estamos a perder é começar a ouvir.

2006-09-12

28 dias

Alguns dias atrás passou um filme na televisão que não tinha visto aquando do seu lançamento. Sandra Bullock encarna a personagem de uma jornalista alcoólica que é obrigada a fazer um tratamento de recuperação, como alternativa ao cumprimento de pena de prisão (para quem ainda não viu, aconselho vivamente).
Uma das situações que mais me marcou foi uma música da banda sonora do filme, cuja tradução livre seria mais ou menos assim:

"Prefiro sonhar que viver
Viver é difícil demais
São possibilidades e não escolhas
Ruídos, não vozes
Um dia mais não é que para se passar
Viver é demasiado difícil

Os sonhos podem ser a fingir
Mas pelo menos acabam
E eu não pareço deixar de pensar
Os pensamentos pouco me confortam"

Lembrei-me então de uma outra música que se encontra num livro da Bíblia (livro dos Salmos), também ela com o número 28

"28:1 A ti clamo, ó Senhor; rocha minha, não emudeças para comigo; não suceda que, calando-te a meu respeito, eu me torne semelhante aos que descem à cova.
28:2 Ouve a voz das minhas súplicas, quando a ti clamo, quando levanto as minhas mãos para o teu santo templo. (..)

28:6 Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas.
28:7
O Senhor é a minha força e o meu escudo; nele confiou o meu coração, e fui socorrido; pelo que o meu coração salta de prazer, e com o meu cântico o louvarei.

Que contraste!!!