2007-12-18

Afinal isto é o Natal

«Jesus revela um Deus que nos busca, um Deus que dá lugar à nossa liberdade mesmo quando isso custa a vida do Filho, um Deus vulnerável. Acima de tudo, Jesus revela um Deus que é amor.
Por nós mesmos, algum de nós chegaria à noção de um Deus que ama e deseja ser amado?
Os que foram educados na tradição cristã podem não alcançar o choque da mensagem de Jesus, mas na verdade o amor nunca foi uma maneira normal de descrever o que acontece entre seres humanos e o seu Deus. Numa só vez o Corão aplica a palavra amor a Deus. Aristóteles declarou bruscamente: “Seria extravagante alguém declarar que ama a Zeus” – ou que Zeus amasse um ser humano, da mesma forma. Em fascinante contraste, a Bíblia cristã afirma “Deus é amor” e cita o amor como o motivo principal de Jesus vir ao mundo: “Nisto se manifestou o amor de Deus ao mundo, para que por meio dele vivamos”. »
-Philip Yancey

2007-12-13

A morte que gera vida

Certo homem perdido no deserto e prestes a morrer à sede avistou aquilo que parecia ser um poço abandonado. Num derradeiro esforço arrastou-se até lá onde encontrou uma bomba de água velha e enferrujada. Agarrou a manivela e começou a bombear sem parar. Contudo, nada aconteceu. Desapontado, deixou-se cair. Foi então que notou que ao lado da bomba havia uma garrafa. Olhou-a, limpou-a e então leu a seguinte mensagem nela inscrita: "É preciso primeiro preparar a bomba com toda a água desta garrafa... PS.: Por favor encher a garrafa outra vez antes de partir."
O homem arrancou a tampa da garrafa e lá estava a água. Foi então confrontado com um grande dilema: se bebesse aquela água poderia sobreviver, mas se a despejasse na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda a água que quisesse e poderia deixar a garrafa cheia para a próxima pessoa... O que fazer? Deveria arriscar toda a água que tinha, na esperança daquelas instruções pouco confiáveis, escritas não se sabia quando?
Relutantemente, despejou toda a água na bomba. Em seguida, agarrou na manivela e começou a bombear... a bombear... Mas... nada aconteceu! A bomba rangia e chiava... apenas isso! Então finalmente surgiu um fiozinho de água, depois um pequeno fluxo, e finalmente a água jorrou com abundância, transbordando e saciando-o. Agora que se encontrava restabelecido, encheu a garrafa outra vez para o próximo que ali passasse. Arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota ao bilhete preso nela: "Acredite que funciona. É preciso dar toda a água antes de poder obtê-la de volta!"

"A verdade é esta: se um grão de trigo, ao cair na terra, não morrer, ficará somente uma semente isolada. Mas, se morrer, produzirá muitos grãos." - Jesus

2007-12-10

Brincos

"Os homens que furaram a orelha estão mais bem preparados para o casamento: já experimentaram a dor e já compraram joalharia."

Rita Rudner (Cómica norte-americana)

2007-12-07

H2SO4

Ainda que conscientemente não o identifiquemos, o ácido sulfúrico relaciona-se de perto com cada um de nós no nosso quotidiano. Admirados? Incrédulos? Então vejamos...
O ácido sulfúrico é essencial na refinação do gasóleo e gasolina; a luz eléctrica não seria possível sem ele; as torneiras da nossa casa foram niqueladas, o que exigiu a sua utilização; o sabonete que usamos, provavelmente foi feito de gorduras ou óleos tratados com ele; os pelos da escova de cabelo e a celulose dos pentes não se produzem sem ele; a lâmina de barbear foi temperada nele... Convencidos? Ainda não? Continuemos... vamos almoçar...
Os pratos, chávenas e pires se não apresentarem uma brancura irrepreenssível certamente não serão utilizados, também aqui o H2SO4 foi utilizado... A colher e o garfo sofreram um banho de ácido suflfúrico para ficarem prateados. E assim, durante todo o dia o ácido sulfúrico toca-nos a cada instante. Quase que poderiamos afirmar que onde quer que formos, não escaparemos à sua presença.
Então, se mantemos este tipo de relação e dependência com uma mera substância química, porque teimamos em fugir do relacionamento com o Deus que nos criou e que nos ama?

2007-12-03

Ofertas

Quando a única coisa que temos para oferecer aos outros são palavras, então mais vale ficarmos calados...

2007-11-29

Paradoxos

Quantas vezes afastamos os outros de nós, pensando que com isso estamos a proteger-nos, quando na realidade estamos apenas a tornar-nos mais vazios...

2007-11-26

Silêncio inconveniente

"A verdade não é apenas violada pela falsidade; pode também ser ofendida pelo silêncio."
- Henri Frédéric Amiel

2007-11-12

Gente feliz com lágrimas

"Ao bater das 6, já lavada e vestida sentara-se de novo a chorar no banco da cozinha e assistiu à chegada do papá. Pediu-lhe a benção como sempre o fizera. Papá devolvera-lhe numa voz de sono à qual incorporava o resto de contrariedade e revolta. Ergueu-se mesmo para o abraçar e para lhe pedir perdão. Mas como fazê-lo? Nunca tivera qualquer necessidade de abraçá-lo. A única competência de papá, sempre que lidara mais de perto com o seu olhar, consistira no modo como ele enxotava, ralhava e batia nos filhos. Nunca lhe conhecera nenhuma competência para a ternura ou para um distraído sentimento de perdão."

2007-11-05

O elogio devido

Para quem percorrer as terras da Beira Interior, e, tiver a prática como eu, de sempre procurar informações nos "postos de turismo" terá que fazer paragem obrigatória no Posto de Turismo da Covilhã. O espaço exíguo e algo deprimente, depressa é esquecido quando somos atendidos pela funcionária ali presente. No outono da vida, com os seus cabelos grisalhos, fazendo denotar largamente a entrada na casa dos 50, a sua postura, trato e conhecimento da cidade tornaram-se uma fonte inesgotável de conhecimento. Prontamente discorreu com alegria sobre os monumentos, museus, jardins e demais pontos de interesse da cidade. Abordou com autoridade as questões históricas, arquitetónicas e mesmo gastronómicas e culturais.
Mais que uma funcionária pública eficiente, esta senhora é uma amante da sua cidade, com um orgulho imenso nela e que com grande contentamento partilha a sua singularidade com os viajantes.
Aqui fica o agradecimento e um grande bem haja à D. ...

2007-10-29

Politiquices

Se pedirmos a um político que nos diga a verdade, somente a verdade, nada mais que a verdade, o resultado final será a obtenção de 3 respostas diferentes!

2007-10-24

Vitalidade

Recentemente em conversa com um amigo, com idade a tocar o limiar das 85 primaveras, perguntei-lhe: "Então... já tomaste a vacina contra a gripe, este ano?". Ouvi então a resposta pronta da sua boca: "Bem, sabes... não convêm habituar o corpo a essas coisas...!"
Rapidamente arquivei mentalmente uma nota: "não lhe voltar a perguntar destas coisas antes dos 120 anos de idade..."

2007-10-22

Aprisionados

"Ninguém pode contemplar o belo e irrigar a sua vida com sentido se for prisioneiro dentro de si mesmo. Quem está aprisionado exteriormente, por barras de ferro, ainda pode ser livre para pensar e sentir. Quem é prisioneiro interiormente, no âmago de sua alma, além de perder a liberdade de pensar e sentir, perde também o encanto pela vida e esmaga o mais belo elo da existência."
- A. Cury

2007-10-18

A lâmpada eléctrica

Recentemente assisti a um documentário que explicava as diferentes fases do processo produtivo de um objecto aparentemente banal, mas assaz complexo: a lâmpada eléctrica.
Desde Edison, que a lâmpada eléctrica revolucionou os usos da nossa sociedade. Analisar detalhadamente o seu processo, desde o fabrico do vidro até à "tecelagem" do filamento de tungsténio, passando pelos sucessivos testes de qualidade a que estes são submetidos, foi deveras interessante.

Gostava de destacar uma dessas fases... Quando na fase de fabrico do vidro para o "bolbo" da lâmpada, se este não resistir aos testes de vibração e diferencial térmico, este será devolvido novamente ao forno... Então, para o vidro, o processo iniciar-se-à novamente. O alto-forno oferece a possibildade de uma nova utilização e de uma nova oportunidade para o vidro "rejeitado": o de cumprir a sua função com eficácia e vir a incorporar o produto final.
Este processo pode não ocorrer apenas uma vez, mas o seu aprimoramente poderá levar a várias viagens de volta para o forno.

Pena que tantas vezes, não reconheçamos que as "fornalhas" porque passamos, são apenas uma forma de termos novas oportunidades, de sermos refinados, aperfeiçoados, apurados para que o objectivo final de alumiar e dar luz seja conseguido.

2007-10-15

2007-10-09

Recortes

[Se chamares experiências às tuas dificuldades e recordares que cada experiência te ajuda a amadurecer, vais crescer saudável e feliz, não importa quão adversas pareçam as circunstâncias. Fica então o desafio: "crescer em conhecimento e graça!"]

[A consciência das nossas forças fá-las crescer. Nunca poderás dizer: "Não sou capaz!" sem primeiro haveres tentado...Esforça-te e tem bom ânimo!]

Os "recortes" endereçados a dois alunos meus , contrastam com o "status" instalado: a decrepidez que a falta de perseverança e a inércia geram.

2007-10-03

Desabafo

Enuncio uma banalidade: "o mundo está a mudar". Hummm...
Fala-se na mudança, na (in)capacidade de gestão dessa mesma mudança, escreve-se e vive-se. Hoje, curiosamente sinto-a! Não falo apenas das alterações climáticas visíveis ano após ano, mas também das alterações dos comportamentos sociais, das metodologias organizacionais, dos paradigmas e referênciais normativos, enfim, da vida que ao nosso lado passa. Consequências de um relativismo exarcebado emergente da sociedade pós-moderna.
Em Biologia, o desaparecimento completo de uma espécie, causada pela destruição do habitat, predação ou pela incapacidade na adaptação suficientemente rápida às mudanças no ambiente natural é denominado de Extinção. Hoje sinto-me neste processo de extinção rápida. Sou confrontado com a velocidade de aceleração deste processo de mudança ao qual sinto-me impotente para o travar... Narcisicamente sempre me considerei apto para lidar com ele, afinal...
A entropia que se gera em todo este processo esmaga qualquer tentativa de impor ordem no caos. A alternativa? Talvez o refúgio com os "monges da cartuxa"!
Bem, pensando melhor, naaaa...
Embora as necessidades materiais e emocionais sejam diferentes das de um passado recente, algo permanece imutável: as necessidades espirituais de cada ser humano. Contudo a resposta permanece eficazmente a mesma: os braços estendidos do Pai!

2007-09-27

Inusitado e despropositado

"Inusitado e desproporcionado", foi assim que Ricardo Costa tentou sacudir a água do capote, após ter levado duas palmadas no rabinho "imberbe", de Santana Lopes.
Afinal de contas, a imagem mediática de um treinador de futebol é bem mais importante do que qualquer consideração, análise ou discussão sobre as fragilidades do sistema político português, o qual é apenas e tão somente a base da democracia representativa do nosso país.
Santana Lopes teve um dia feliz! Pena que dias assim sejam uma excepção e não a regra...

2007-09-24

"Fragmentos" não divulgados do 11 de Setembro

Agosto de 2001, Moshê (nome fictício), empresário judeu, viaja para Israel em negócios. Quinta-feira, dia nove, no tempo que tinha entre duas reuniões aproveitou para almoçar rapidamente numa pizzaria na esquina das ruas Yafo e Mêlech Georgeno, no centro de Jerusalém.
A pizaria estava cheia. Logo ao entrar, percebeu que teria que esperar muito tempo, tempo esse que não dispunha. Impaciente e ansioso foi abordado por um israelita que o observava, que lhe perguntou se queria ir à sua frente na fila extensa. Agradecido, Moshê aceitou. Fez o pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião. Menos de dois minutos após ter saído, ouviu um estrondo. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera.
O jovem disse que um terrorista suicída tinha feito explodir uma bomba na pizzaria Sbarro's. Moshê empalideceu. Por apenas dois minutos escapara do atentado. De imediato, lembrou-se do homem que lhe cedera o seu lugar na fila. Certamente ele ainda lá estaria. Aquele homem salvara-lhe a vida e agora poderia estar morto. Correu para o local e encontrou uma situação caótica. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, das quais seis eram crianças. Outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave. Pessoas gritavam por ajuda, outra tantas acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar. As vítimas ensanguentadas eram socorridas pelos serviços de emergência. Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes e a confusão, mas não conseguiu encontrá-lo. O sentido de gratidão fez com que a importante reunião que o esperava fosse para si insignificante. Percorreu os hospitais mais próximos à sua procura e finalmente encontrou-o na cama de um hospital. Estava ferido, mas não corria risco de vida. Moshê conversou com o filho daquele homem, que acompanhava agora o seu pai, e informou-lhe do que tinha acontecido. Disse-lhe que faria tudo que fosse preciso por ele. A gratidão por aquele homem ao qual lhe devia a vida era extrema.
Moshê despediu-se do rapaz, deixou o seu contacto com ele para o caso de seu pai vir a necessitar de qualquer tipo de ajuda. Se assim fosse, ele não deveria hesitar em contactá-lo.
Um mês depois, Moshê recebeu um telefonema no seu escritório em Nova Iorque. Era o filho do homem que o tinha salvo. Contou-lhe que o pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para a fazer ficava em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Tratou de tudo para que a cirurgia fosse realizada rapidamente.
Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.

Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo sentido de gratidão e honra pela palavra dada. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila". Mas não. Moshê sentia-se profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu amigo e não foi trabalhar.
Assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001, Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center.

2007-09-18

O exemplo da água


A água não discute com os obstáculos que encontra, ela contorna-os!


Gastar energia com todos os obstáculos que encontramos poderá tornar-se num exercício estropiante e arrasador.

2007-09-12

Uma vergonha chamada Scolari

Ou Scolari se demite, ou é demitido... JÁ!

Meu amigo, não estamos na América Latina...

2007-09-10

5 minutos com...

O frenesim da preparação da volta à escola anda no ar. O infante, a rondar os 7 ou 8 anos descobre na estante apelativa da livraria o título: "10 minutos com o seu filho", entusiasmado grita para a mãe "Mãe, mãe, anda ver isto!". A mãe analisa o livro e fica convencida da sua utilidade. Então num rasgo iluminado e repensando a dimensão da sua descoberta, o aprendiz dirige-se ao atendimento e questiona a funcionária: "A senhora desculpe, mas não existe nenhum livro com o título '5 minutos com o seu filho'?".

2007-09-05

"Visão" estratégica

Habitualmente dizia-se que não poderia haver nada pior numa Organização que um "tonto" com iniciativa. Isto, porque na sua entusiástica actividade, ele iria provocar mais estragos do que alguma coisa que pudesse vir a construir.

Pois bem, hoje em dia existe um outro, bem mais perigoso: alguém "inteligente" sem visão estratégica. Este último é o clássico "inteligente" que lança uma afirmação genial, que leva a que todos se desviem da rota correcta, que provoca confusão, que define novas prioridades, que atrai o auditório mas que nunca chega a destino algum. Nunca obtêm os resultados procurados, nunca consegue dar "fruto" mas ganha todas as discussões e arrazoados e consegue que a sua posição prevaleça.

Importa pois acautelar-nos tanto de uns como de outros.

2007-08-31

Coisas novas

Em 1922 Howard Carter, arquélogo, procurava no vale dos Reis no Egipto, o túmulo de Tutacamon. Após 15 anos, o dinheiro da expedição estava a acabar. Sem nada encontrarem, o ânimo de todos estava de rastos. Até que, quando o desistir era uma realidade que se empunha cada vez com mais força, encontraram uma passagem com 16 degraus. Continuaram a escavar e esses degraus conduziram-nos a uma porta em madeira. Tinham encontrado a entrada para o túmulo. Volvidos 15 anos após o início do seu trabalho, o seu esforço e perseverança eram agora recompensados. Acenderam os archotes e puderam contemplar o seu interior: estátuas grandiosas de pessoas e animais, mobílias, jóias, tronos. À luz ténue dos archotes resplandecia toda a câmara. Por todo o lado cintilava o brilho do ouro puro.
"O que é que vê?" perguntou-lhe o seu assistente. "Vejo coisas novas!" - respondeu. Aparentemente esta resposta não faria muito sentido mas, aquilo que descobriu viria a permitir uma nova abordagem à história da Antiguidade, nomeadamente da civilização egípcia.

O recomeço do trabalho após as férias, o recomeço de um ano, o reinício de algo provoca sempre um novo entusiasmo, uma expectativa elevada, renovada esperança…
Contudo, muitas das "coisas novas" que temos a descobrir já se encontram na nossa posse, apenas a nossa distracção e negligência deixaram que o tempo as soterrasse.
Viver desejando a "última novidade" pode ser frustrante, sobretudo quando não sabemos guardar e valorizar aquilo que já temos.
Mais que uma série de recomeços, gostava de ter uma vida de continuidade evolutiva em que entre o passado e o futuro se pudesse ver no presente do momento, a sombra de um e o esboço do outro.

2007-08-13

Ark - Actions of Random Kindness

Decididamente Hollywood parece não saber lidar com a expressão dos valores cristãos. A exemplo disso é só perder alguns minutos e ler as críticas ao recente filme de Tom Shadyac que agora chega ao nosso país: Evan Todo-o-Poderoso.
Sendo uma comédia ligeira, com alguns 'gags' interessantes, permite de forma descontraída levar o espectador a reflectir sobre a importância dos actos individuais, para a construção de um mundo globalmente melhor. Pegando no relato bíblico de Noé, da arca e do dilúvio, apresenta uma perspectiva diferenciada para o acrónimo ARK - Acts of Random Kindness.
Afinal de contas, a bandeira que tantos levantam da "responsabiildade social" encontra primeira expressão na esfera individual de cada um de nós, ou seja, na nossa própria família e em nós próprios.

Certamente que uma comédia recheada de violência e "falas" sexuadas, à mistura de uma boa selecção de um palavreado onde o "F..." fosse a maiúscula de eleição, traria o reconhecimento e a aceitação. Nada a que já não estejemos acostumados!

Sem dúvida para ver numa tarde de verão em família, quando o sol se nega a convidar-nos na incursão a banhos!

2007-08-11

Sarajevo

Um reporter estava a fazer a cobertura jornalística da guerra em Sarajevo, quando viu uma menina ser alvejada por um atirador. Prontamente largou o que tinha com ele e correu em sua direcção. Quando lá chegou, já se encontrava um outro homem com ela nos braços. Prontamente ajudou-os e levou-os no carro em direcção ao hospital. O homem então gritou "Por favor meu amigo, mais depressa, a minha filha ainda está viva". O jornalista acelerava tanto quanto podia. Novamente gritou: "Por favor, mais depressa, a minha filha ainda respira". Mais adiante, gritou ainda mais alto "Mais depressa, a minha filha ainda está quente". Finalmente disse... "Oh meu Deus, a minha filha está a arrefecer".
Quando finalmente chegaram ao hospital, a menina tinha morrido.

Os dois homens encontravam-se agora no w.c. lavando as mãos e roupa ensanguentada. O homem diz então ao repórter: "Agora, tenho algo ainda mais difícil a fazer. Dizer ao pai desta menina que sua filha morreu. Ele vai ficar de rastos".

O reporter reagiu surpreendido: "Mas... ela não era sua filha?". O homem olhou para ele e respondeu: "Não, mas não são eles todos nossos filhos?"

2007-07-27

Mulheres e carros

Há coisas que decididamente não se mesclam: mulheres e carros é certamente uma delas.
Aqui fica um dos muitos possíveis exemplos reais:
Duas amigas procuravam os melhores preços para pneus para o carro de uma delas.
Quando questionadas pelo vendedor dos pneus quanto à medida da jante, resposta pronta de uma delas: "O meu carro não tem jantes, tem tampões!"

Sem comentários...

2007-07-24

Um caso de cidadania

“Um homem sem um país é um exilado no mundo; um homem sem Deus é um órfão na eternidade” (Henry van Dyke).

2007-07-21

Oportunidades

Conta-se a história de uma empresa que fabricava calçado, que estava a desenvolver um projecto de internacionalização. Um dos países que mereceu particular atenção foi a Índia.
Assim, foram enviados dois consultores para o terreno para avaliarem o potencial de crescimento do mercado e qual a estratégia de entrada nesse mesmo mercado. Estes foram enviados para duas cidades diferentes da Índia, uma no norte outra no sul.
Após alguns dias de avaliação e pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte email para o Director de Projecto: "Ex.mo Sr., cancele o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui, NINGUÉM usa sapatos."
Quase que simultaneamente o segundo consultor informava nestes termos o Director de Projecto: "Exmo Sr., tripliquem o potencial inicial considerado como premissa para o projecto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos AINDA".

A mesma situação era um obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para outro.
A questão pois, não se coloca no julgamento do que é certo e errado perante a constatação de um facto, mas sim se o convertemos num problema ou numa oportunidade.
Alguém dizia que "os tristes acham que o vento geme. Os alegres, que ele canta."

Que melodia gostamos de ouvir, o do queixume e derrota, ou o da conquista e vitória?

2007-07-17

Para um mundo melhor

Conta-se a história de um jovem que ao constatar todo o sofrimento existente no mundo, queixa-se a Deus amargamente: "Até mesmo EU conseguiria fazer um mundo melhor que este".

A resposta de Deus não tardou: "Isso era o que supostamente TU deverias estar a fazer!"

2007-07-11

S. António, S. João, S. Pedro, S. ...

Certa vez, uma menina visitava uma esplendorosa catedral com sua tia.
Já era o final do dia e o sol estava a pôr-se. Então alguns raios de sol cruzaram os vitrais onde se podiam ver alguns santos. A menina então perguntou: "Quem é aquele?", "É S. Pedro", respondeu a tia. "E aquele?", inquiriu! "É S. João"! "Hummmm... Então e aquele?", apontou. "Aquele é S. Tiago", explicou-lhe a tia, com um certo orgulho pela curiosidade de sua sobrinha. Então com um sinal de satisfação a menina exclamou: "Ah! Agora já sei o que é um santo. É alguém através do qual a LUZ brilha".

2007-07-07

Live Earth



"A Terra não é uma herança dos nossos pais, mas sim um legado para os nossos filhos."

2007-07-05

Fé em quê?

A tez enegrecida pelas décadas de exposição solar, o lenço desbotado sobre a cabeça, encobria as brancas de uma melena revolta. A magreza que aparentava, salientava os olhos fixos no sacerdote. De quando em quando balbuciava algumas palavras, não totalmente perceptíveis mas certamente como expressão da sua adoração. À medida que a cerimónia litúrgica decorria, os joelhos assentes na lage fria da capela das aparições, não vacilavam. Assim estava esta mulher, numa demonstração extrema de religiosidade e sinceridade. Um misto de sensações assolou-me, desde a comoção inicial ao choque...
A curiosidade que me tinha levado aquele lugar, foi substituída pelo confronto com a realidade da demonstração de uma tão sincera devoção.
Este quadro fez-me pensar na importância da conjugação do culto racional e da expressão da fé. Que valor tem a fé per si? Ainda que imbuída de toda a genuinidade e sinceridade, que poderá ela produzir?
É ela um fim em si mesmo?
Não poucas vezes têm-me dito "o que importa é termos fé". Será mesmo assim?
As palavras do texto bíblico vieram então à minha mente "...olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé...".
Afinal de contas, não será esta a questão que importa aquietar: "fé em quê? fé em quem?"!

2007-06-29

A arte do elogio

Entre muitas das minhas incapacidades, a dificuldade da prática do elogio é uma das que mais se salienta. Não me é fácil elogiar. Não me é fácil tecer louvor em reconhecimento de outrém, verbalizar admiração pela realização daquilo que não seja "absolutamente extraordinário".

Não estou a falar do elogio gratuito ou banal, ou da adulação interesseira. Estou a falar do reconhecimento sincero que nos faz aplaudir, entusiasmar e transmitir esse nosso reconhecimento aos outros.


Alguém dizia que apenas quando elogiamos tornamo-nos merecedores de exercer crítica. Talvez assim seja. Gosto no entanto de pensar, que aquilo que poderá ser importante neste processo seja acima de tudo o "falar verdade". E este é o busílis da questão. O exercício da verdade no elogio!

Como a prática do elogio é um importante factor motivador, encorajador e de estímulo, esta tem sido uma batalha que procuro não perder.

Ao procurar alguma das razões para esta dificuldade tenho isolado uma: a distracção! Não uma desculpa, mas uma real constatação!

Sou particularmente distraído. Sou particularmente desatento aos pormenores que dão consistência, que pela sua realização trazem ordem, que produzem harmonia e conforto. Talvez uma atenção redobrada ao esforço, à dedicação ou à simples verificação das realizações dos outros, permitiria facilitar o fluir do elogio. Mas tal exige disciplina. Mas como além de distraído sou indisciplinado, então a coisa realmente complica-se...


Um último apontamento. Etimologicamente, a palavra elogio deriva da palavra latina elogium, que significa epitáfio ou inscrição tumular. Talvez seja por isso mesmo que é tão fácil elogiar na morte e tão difícil fazê-lo em vida! Mas qual será mais importante? As palavras expressas e acolhidas no coração daqueles que são objecto da nossa admiração ou aquelas gravadas na pedra gélida de uma qualquer construção sepulcral?

2007-06-19

Acção vs reacção

Sydney Harris conta a história que presenciou quando acompanhava um amigo até ao quiosque onde habitualmente este comprava o jornal.
O amigo cumprimentou o "ardina" amavelmente, mas em troca recebeu um tratamento rude e mal-educado. Pegou no jornal que foi atirado na sua direção, então sorriu delicadamente e desejou um bom fim de semana!
Quando os dois amigos já desciam a rua, Sydney perguntou:
- "Ele trata-te sempre com tanta má educação?"
- "Sim. Infelizmente é sempre assim..."
- "E tu és sempre tão amável com ele?"
- "Claro!"
- "Porque é que és tão educado com ele, quando ele é tão agressivo contigo?"
- "Porque não permito que ele decida como EU devo agir."

"Engano é tudo o que há no coração dos que só se ocupam em maquinar o mal. Mas há alegria transbordante na vida dos que procuram construir a paz" - Provérbios 12:20

2007-06-18

Investimento reprodutivo

"Abre os olhos e procura um homem ou um trabalho para o bem dos homens, que precise um pouco de tempo, um pouco de amizade, um pouco de simpatia, um pouco de sociabilidade, , um pouco de esforço humano. Procura e vê se não há algum lugar onde possas investir a tua humanidade."
- Albert Schweitzer

2007-06-14

Déficit de exigência

Pela primeira vez estive presente na avaliação final de um "Conselho de Turma". Sem entrar em consideração na postura dos colegas presentes nas várias reuniões, uma característica quase comum veio à superfície: o da benevolência! Mesmo eu, que longe de ser um "mãos largas", quando solicitado a emitir parecer face aos casos mais periclitantes, encontrei-me embuído desse mesmo espírito. Pontualmente, lá ía aparecendo uma voz discordante face à maré displicente de alguns dos docentes, mas (in)justamente marcada tão somente pelos indicadores de comportamento.
Mas então, e a exigência e o rigor? E... o premiar o mérito e penalizar o demérito?
Esta "onda" condescendente é porventura a marca de todo um sistema de ensino, que paulatinamente fenece. Os nossos padrões de exigência estão a diminuir. Ocorre a generalização do sentimento de marasmo, de apatia, de estagnação.
Assim, vamos vivendo a vida. Desejando pouco, procurando nada. Assimilamos o que os outros nos apresentam sem questionar, sem tentar desvendar o significado das coisas, desde que tal ajude à melhoria, ou pelo menos, à manutenção do nosso "status quo".
Amordaçamos a consciência que em vão nos alerta para os perigos dos valores que se perdem, adormecemos o instinto de discernir o bem e o mal... Entramos na onda do facilitismo, da aparente consternação pela inacção dos outros e assim sucumbimos à "obesidade moral" que invade a nossa comunidade.
Estamos "gordos" de conceitos, de definições, metafisicamente super-nutridos, contudo neste processo perdemos o significado da existência humana... a relação com o seu Criador!

"Quanto mais reflectia, tanto mais cresciam as labaredas da agitação em mim. Até que finalmente, falei e supliquei a Deus: 'Senhor ajuda-me a compreender como é curto o meu tempo sobre a Terra, e como eu sou frágil. Aos teus olhos, a minha vida pode medir-se como que a palmos. O tempo da minha existência é como nada para ti. Na verdade o ser humano, por mais bem estabelecido que esteja na vida, é frágil como um sopro. É como uma sombra. Em vão correm atarefados de um lado para o outro, e amontoam fortunas para serem afinal gastas por outros. Assim, Senhor, em quem posso eu esperar? Tu és a minha única esperança'"
- Salmo de David, Tradução "O livro"

2007-06-13

O silêncio desejado

O tempo insinuante e persistente, assume no calcorrear do imenso turbilhão do agir, a sua implacável presença. Quem permitirá opor-se-lhe? Faz-se presente em acções indiferentes e banais, não se furta nas consequentes, está presente nas de evasão e escape. Assim faz prevalecer a sua vontade !


No hiato de silêncio que imperou neste espaço virtual de "pseudo comunicação", semana após semana, mês após mês, a escassez da partilha tornou-se evolutiva e austera, até à completa extinção.


Majestosamente emergiu o império das prioridades reais, o qual facilmente se impôs face às oportunidade virtuais.


Assim o foi! Creio que assim deverá ser, para que no insano artifício verborreico, haja o desejável equilíbrio, e, no discorrer da "tinta" sobre o "papel branco" evidencie-se não uma leviandade discursiva, mas apenas e somente a "impressão" da tradução da existência vivida.


Assim, certamente poder-se-à sempre e em toda a circunstância, prontamente responder à eterna interpelação: "Quo vadis" - onde vais?

2007-03-09

O cajado

Certo dia, quando levava sua classe para uma aula na floresta, o professor notou um velho homem sair de sua cabana. Seguiu-o com o olhar e viu-o mancar até um riacho com uma forte corrente. Admirado, viu a sua dificuldade em entrar e em chegar até ao meio, tomar banho e voltar. Isso deixou-o muito curioso, já que seus jovens alunos não conseguiam enfren­tar uma corrente tão forte.
Aproximou-se então do velho e perguntou-lhe como conseguia tal proeza. Enquanto conver­savam, apercebeu-se que o homem era cego, tornando assim ainda mais fascinante o feito.
O velho homem descreveu seu sucesso com o riacho da seguinte forma: 'Tenho um cajado que uso para me guiar. Coloco-o à minha frente; se a terra for firme, sinto a terra em sua volta, então, coloco meu pé onde ele estava, e sei que estou seguro. Depois coloco o cajado mais para frente e repito o processo. Assim vou progredindo. Eu sigo o meu cajado!
Vou aonde ele me leva, pois sei que com que ele estou seguro. Eu sigo-o até a água e novamente de volta, pois ele me conduz em segurança.'
O professor agradeceu ao homem mas quando se despedia, o homem chamou-o de volta e disse-lhe: 'Ainda não terminei. O problema com a sua geração é que vocês não têm um cajado.'

Muitos "recursos" são evocados, nesta era pós-modernista que apontam para soluções divergente, na tentativa de nos transmitir segurança, confiança e propósito para a nossa vida. Que "cajados" têm conduzido a nossa vida?
Atravessar a vida sem um "cajado", nada que se possa seguir, sem nenhum paradigma ou refencial, apenas poderá conduzir ao desnorte, insegurança e por fim ao "afogamento".
Jesus afirmou que era o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele é, a figura esplendida do "cajado" que aponta direcção para a plenitude da vida.

2007-02-22

Feridas

Num ápice de entusismo ou solidariedade, num rasgo de benevolência altruísta, num soprar de imediato socorro, muitas vezes encontramo-nos a querer tratar da ferida, da mágoa, da dor de outrém. Apesar de todo o voluntarismo, às vezes nossa pouca destreza, a nossa desajeitada incursão apenas faz propalar o estado de quem está à mercê desse mesmo infortúnio.
A solicitude de auxílio deverá contemplar a nossa capacidade efectiva de não apenas curar a "ferida exposta", mas sim sarar por completo todo o "corpo".

"Não devemos tocar numa ferida se não tivermos como curá-la".
- Ernest Hello

2007-02-16

Desilusão

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantarem-se nas mãos dos maus os poderes, o homem chega a desanimar-se da virtude, de rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto!
- Ruy Barbosa

Há dias assim...

2007-02-05

A beleza

Tanto quanto crescer em ti o Amor, tanto crescerá em ti também a Beleza, pois o Amor é a Beleza da alma.
- Aurélio Agostinho

2007-02-01

Para nós, parabéns


"Até amanhã
Sei agora como nasceu a alegria, como nasceu o vento entre os barcos de papel,
Como nasce a água ou o amor quando a juventude não é uma lágrima.
É primeiro só um rumor de espuma à roda do corpo que desperta, sílaba espessa, beijo acumulado, amanhecer de pássaros de sangue.
É subitamente um grito, um grito apertado nos dentes, galope de cavalos num horizonte onde o mar é diurno e sem palavras.
Falei de tudo quanto amei.
De coisas que te dou para que tu as ames comigo:a juventude, o vento e as areias. "
- Eugénio de Andrade, in 'Até Amanhã'


1Co 13:13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.

2007-01-30

Do sonho à visão

A capacidade de sonhar é inata em cada um de nós. Acalenta o interior, desperta os sentidos, instiga ao futuro. No entanto, será absolutamente efémera se não vier acompanhado de acção concreta, de um plano de realização, de uma predisposição à acção. Se assim for, deixaremos de ter apenas um sonho e passaremos a ter uma "visão"!
Ou seja, dito de outra forma, uma "visão", sem uma acção associada não passará de um sonho. Por outro lado uma acção ou tarefa sem visão, nunca deixará de ser uma tarefa enfadonha, repetitiva e muitas vezes vazia de significado. No entanto, em conjunto, visão e tarefa poderão tornar-se a esperança do futuro.
Por isso, não deveremos apenas saber "o que fazer", mas também o "como", "porquê", "com que frequência" e "quão bem" o faremos.
Desta forma, poderemos contagiar os outros neste percurso de realização e construção.