
Quando não nos importamos para onde vamos, qualquer estrada servirá para nos conduzir até lá.
"Aquilo que fizeres nesta vida, será determinante para a eternidade..." - Russel Crowe in "Gladiator"
Há muitos anos atrás um talentoso organista estava a dar um concerto. Nessa época (e não pensem que foi assim à tanto tempo - ainda me lembro de tocar num desses orgãos a pedal), era necessário que alguém nos bastidores bombeasse o ar através de grandes foles para que este chegasse aos tubos e então fosse produzido som. Após cada peça músical interpretada, a audiência aplaudia animada e entusiasticamente. Antes da sua última actuação o organista levantou-se e disse: "Agora EU irei tocar...." e anunciou o título da peça. Sentou-se e ajustou as partituras. Com os pés pousados sobre os pedais e as mãos sobre as teclas, começou com um acorde que deveria ser avassalador. Contudo, o órgão permaneceu em silêncio. Insistiu, e, nada... De repente, ouviu-se uma voz, vinda lá de trás dos bastidores: "Não diga EU vou tocar, mas sim 'NÓS vamos tocar...!'"
Cada vez mais o trabalho de equipa é necessário, valorizado e incentivado. A complexidade do "trabalho" exige a interacção de equipas multifacetadas e pluridisciplinais, em que cada um contribui para o sucesso do todo. Sejamos pois humildes o bastante para reconhecermos a necessidade de interdependência e suporte que encontramos junto dos colegas de trabalho, da família e dos amigos.
Cada vez há menos espaço para "solistas" egocêntricos, que procurando a visibilidade, ofuscam e menosprezam deliberadamente os restantes intervenientes. E, como alguém dizia, "é impressionante o que conseguimos quando não é importante quem fica com os "louros"!

Hoje, passava junto a uma estação de serviço, quando me apercebi de um pormenor interessante. A funcionária que logo pela manhã tem a função de fazer a limpeza do pavimento estava como sempre a preparar os seus utensílios de trabalho.
A Torre inclinada mais famosa do mundo reabriu ao público no início da década de 90, após longo período de reparações a que foi sujeita. Foram gastos 30.000.000 €, retiradas 110 ton. de entulho da sua base, para corrigir 30 cm de desvio no topo.

Alguns dias atrás, ía eu a caminhar à noite numa rua pouco iluminada, quando me apercebi da minha sombra. O que me chamou à atenção era o facto de ela crescer e diminuir à medida que ía fazendo o percurso. Constatei então, que à medida que passava por um poste de iluminação a sombra desaparecia, começando a crescer à medida que me afastava dessa fonte de iluminação.
Quanto menos luz tinha, mais a sombra crescia, quanto mais luz tinha menos ela aparecia, ou melhor, já não a via, pois ela projectava-se para trás. Esta situação que em criança servia como distração e brincadeira, aplicou-se à minha vida de uma forma mais incisiva.
Quanto mais afastados estivermos da Luz, mais sombras irão assomar-se à nossa vida. Quando a Luz está bem à nossa frente, todas as sombras são projectadas para trás e então podemos verdadeiramente prosseguir.